Estudo indica que temporais estão mais frequentes no Rio de Janeiro


Uma pesquisa do Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) identificou um aumento dos eventos com chuva muito forte ao longo do tempo. Divulgado nesta sexta-feira (9), o levantamento foi realizado a partir da base de dados do Sistema Alerta Rio, cuja série histórica começou em 1997. Desde então, a capital fluminense contabilizou 175 dias em que houve precipitações acima de 50,1 milímetros no período de uma hora.

A análise se concentrou nos meses considerados mais chuvosos: de dezembro a abril. Os registros mostram que os temporais que acontecem nesta parte do ano ocorreram com mais frequência na segunda metade da série histórica.

De 1997 a 2009, foram contabilizados 74 dias com precipitações acima de 50,1 milímetros no período de uma hora. Entre 2010 e 2023, foram 101 dias. Significa que 58% do total registrado em cerca de 25 anos ocorreram a partir da década passada.

O levantamento mostra, ainda, os seis anos que tiveram mais de 10 dias com temporais: 1998, 2010, 2013, 2015 e 2018. Esses dados reiteram a maior frequência de chuvas muito fortes a partir da última década. Em 2023, oito dias registraram precipitações acima de 50,1 milímetros no período de uma hora.

Uma nota divulgada pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio exibe uma análise da meteorologista do Alerta Rio, Juliana Hermsdorff. Ela relaciona os dados levantados com os efeitos do aquecimento global.

“Estudos climáticos de grandes centros mundiais de meteorologia já comprovam o aumento da frequência de eventos climáticos extremos em diversas regiões do mundo. Os dados históricos do Alerta Rio apontam também nesta direção, com um aumento da frequência de chuvas muito fortes em uma hora, entre dezembro e abril, na cidade do Rio de Janeiro nos últimos 25 anos”, explica a meteorologista.

O levantamento apresenta, também, um recorte com dados de fevereiro. Em 2023, este mês registrou um acumulado de 222,4 milímetros de precipitação no Rio de Janeiro. É o quarto maior volume desde o início da série histórica. Fica abaixo apenas de 1998, 2019 e 2020, quando fevereiro contabilizou o recorde de 319,8 milímetros.

Uso dos dados

Por meio da nota divulgada, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio destaca que vem firmando parcerias para desenvolvimento de pesquisas utilizando os seus dados, citando o acordo com a Universidade de Columbia, dos Estados Unidos. Em março, a prefeitura da capital fluminense e a instituição estrangeira lançaram o Climate Hub Rio, um centro dedicado a estudos sobre clima e meio ambiente. O município garantiu recursos para financiar a iniciativa até 2024.

De acordo com o Centro de Operações, após 12 anos de serviços, a base de dados e o aprimoramento tecnológico têm permitido que o Rio de Janeiro desenvolva um trabalho de inteligência e ofereça respostas rápidas e eficientes para ocorrências de chuva. Além disso, com base nas informações reunidas, foram definidos protocolos junto a diversos órgãos públicos, envolvendo fechamento de pistas, acionamento de sirenes e posicionamento de equipes.




Fonte: Agência Brasil

Morre Wladimir Pomar, que coordenou 1ª campanha presidencial de Lula


O jornalista e escritor Wladimir Pomar morreu na madrugada desta sexta-feira (9), aos 86 anos. Membro da direção do PT, Pomar foi coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República em 1989. A morte foi confirmada por seu filho, Valter Pomar, dirigente do Partido dos Trabalhadores e professor de Relações Internacionais.

Por meio de nota, Valter Pomar escreveu que o pai completaria 87 anos no próximo dia 14 de julho. “Havia planos de festejar a ocasião, chamando amigos, camaradas e a grande família: quatro bisnetos e três bisnetas, sete netos e quatro netas, três filhos e sua esposa Rachel. As complicações resultantes de uma displasia impediram isso e o fizeram ter um fim de vida terrivelmente sofrido, totalmente diferente do que ele às vezes disse querer ter – e particularmente injusto para com um camarada tão gentil, para citar um termo de Espinosa, não o filósofo, mas aquele militante bem alto, tantas vezes visto ao lado de Lula, especialmente a partir da campanha presidencial de 1989, que Wladimir ajudou a coordenar”, escreveu o filho.

Nascido em Belém, no Pará, em 1936, Wladimir Ventura Torres Pomar era filho de um militante comunista perseguido pela ditadura de Getulio Vargas. Aos 13 anos, se tornou militante do Partido Comunista, tendo atuado no movimento estudantil e no movimento sindical metalúrgico. Foi preso durante a ditadura militar e viveu um período na clandestinidade.

Ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) em 1984 e passou a integrar a executiva nacional do partido, tendo atuado como coordenador geral da campanha de Lula à presidência em 1989. No ano seguinte, encerrou seu mandato no Diretório Nacional do PT e, desde então, passou a colaborar de forma militante com o PT, sem exercer cargos formais.

Escreveu diversos livros como A Dialética da História; Quase Lá – Lula, o Susto das Elites; e uma autobiografia chamada O Nome da Vida. Também escreveu diversos livros com estudos sobre a China, tais como O Enigma Chinês: capitalismo ou socialismo e A Revolução Chinesa.

Lula lamenta morte

A morte de Pomar foi lamentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, o presidente escreveu que “Wladimir Pomar foi um militante e um intelectual valoroso do Partido Comunista do Brasil e do Partido dos Trabalhadores. Lutou pelas causas sociais durante toda a sua vida, enfrentando a ditadura e a repressão em diferentes momentos da história do Brasil”.

“Foi da Executiva Nacional do PT, coordenou o Instituto Cajamar e minha primeira campanha presidencial, em 1989. Escreveu vários livros, em particular sobre o desenvolvimento da China, tema que estudou com afinco nos últimos anos de vida. Aos seus companheiros, amigos, filhos, netos e bisnetos de Wladimir Pomar deixo meu abraço solidário pela perda desse amigo e companheiro”, escreveu Lula.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, também escreveu sobre a morte de Wladimir Pomar.

“É com pesar que registro o falecimento de Wladimir Pomar, militante histórico, dedicado às causas do povo brasileiro. Deixa como legado às novas gerações a importância do estudo e da compreensão do mundo”, disse o ministro.

Nota do PT

O Partido dos Trabalhadores também lamentou a morte de Pomar. “Wladimir Pomar dedicou toda uma vida à causa do socialismo, pela qual lutou corajosamente desde a juventude, no Partido Comunista do Brasil, até os últimos dias. Enfrentou a ditadura, a prisão, a tortura e a perda brutal de muitos de seus companheiros, inclusive o pai, Pedro Pomar, assassinado na Chacina da Lapa, em 1976. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, membro da Executiva Nacional do PT, coordenador do Instituto Cajamar e da primeira campanha presidencial de Lula, em 1989, legando inestimável contribuição prática e teórica na formação política de nossos militantes e dirigentes. Em todas as trincheiras em que atuou, Wladimir Pomar foi um camarada admirável, querido e respeitado. Sua morte, nesta madrugada, nos consternou profundamente”, diz nota do partido assinada por Gleisi Hoffmann, presidente do Diretório Nacional do PT, e por Henrique Fontana, secretário-geral do PT.




Fonte: Agência Brasil

Chance de El Niño forte é de 56%, diz agência dos Estados Unidos


O El Niño já é uma realidade e as chances de se tornar um evento forte no seu pico são de 56%. Além disso, há uma probabilidade de 84% de ser pelo menos um evento moderado. As estimativas são da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOOA), agência científica vinculada ao governo dos Estados Unidos.

Os dados, divulgados nessa quinta-feira (8), foram reunidos em um artigo assinado pela cientista Emily Becker. “Quando o El Niño é mais forte, gerando uma temperatura da superfície do mar muito mais quente que a média, ele tem uma maior influência na mudança da circulação global, tornando os padrões de impacto mais prováveis”, disse ela.

O fenômeno El Niño é caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) e pelo aquecimento anormal das águas superficiais da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico. As mudanças na interação entre a superfície oceânica e a baixa atmosfera têm consequências no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a dinâmica das massas de ar adota novos padrões de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribuição das chuvas.

Circulação de Hadley

“O ar quente que sobe perto da Linha do Equador se move em direção aos polos no alto da atmosfera, descendo novamente perto de 30ºN e 30ºS, em um padrão de inversão chamado circulação de Hadley. A circulação de Hadley está conectada com as correntes de vento nas latitudes médias e altas, que direcionam as tempestades ao redor do mundo e separam as massas de ar frio e quente”, explica Emily Becker.

A agência dos Estados Unidos destaca que os estudos sobre o El Niño são importantes porque permitem que o mundo se antecipe às mudanças e impactos. No Brasil, o fenômeno provoca estiagem em partes das regiões Norte e Nordeste, e mais tempestades no litoral do Sudeste e do Sul. Nos Estados Unidos, um inverno com chuvas mais intensas é esperado no sul do país, enquanto o norte deve anotar temperaturas mais quentes.

O El Niño – que ocorre em intervalos de tempo que variam entre três e sete anos – persiste em média de seis a 15 meses. As duas edições mais intensas, desde que a ciência passou a compreender o fenômeno, ocorreram em 1982-1983 e em 1997-1998.

Após o fim de um El Niño, um novo episódio só voltará a ser registrado depois que ocorre uma La Niña. Trata-se também de mudanças anormais na interação entre a superfície oceânica e a baixa atmosfera, porém em sentido inverso: há um resfriamento das águas superficiais da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico.

Mais calor

No mês passado, a Organização Meteorológica Mundial (OMN) já havia indicado que o El Niño teria início até o fim de setembro. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, os critérios usados para identificar as condições do fenômeno estão preenchidos. Desde o mês passado, a temperatura da superfície do Oceano Pacífico na linha equatorial tem se mantido mais quente que a média.

Além disso, com base em um modelo climático, as previsões indicam que a temperatura nos próximos meses permanecerá acima do limite que caracteriza o El Niño. Por fim, os cientistas da Administração Nacional observaram padrões na circulação do ar típicos do fenômeno, com fortes ventos de superfície que ajudam a manter a água quente acumulada no oeste do Oceano Pacífico.

Para a agência dos Estados Unidos, as chances de um El Niño fraco são de 12%. Existe ainda uma possibilidade de que o fenômeno não evolua e recue. “A natureza sempre reserva surpresas. Embora as condições do El Niño tenham se desenvolvido, ainda há uma pequena chance (4-7%) de que as coisas desapareçam. Achamos que isso é improvável, mas não é impossível”, registra o artigo assinado por Emily Becker.




Fonte: Agência Brasil

Painel Conserva Flora facilita acesso à flora ameaçada de extinção


Desenvolvido no âmbito do programa Pró-Espécies: todos contra a extinção, o painel Conserva Flora, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, facilita para pesquisadores e o público em geral o acesso a dados da flora brasileira ameaçada de extinção, que engloba quase 7,5 mil espécies.

O Pró-Espécies é um projeto coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Ele foi lançado em 2018, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente e implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). A agência executora é o WWF-Brasil.

Agora em junho, mês marcado pela comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente (dia 5), o Jardim Botânico destaca que o painel Conserva Flora funciona como uma medida importante para proteção e conservação da biodiversidade do planeta.

O painel foi organizado de forma a tornar o processo de busca mais simples para todos os interessados. Há filtros que incluem bioma de ocorrência, unidades de conservação (UC), origem da espécie, tipo de vegetação, forma de vida, habitat e estados brasileiros.

Consultas

O Jardim Botânico recebe demandas de alunos para realização de trabalhos escolares e pessoas que identificam espécies diferentes nas próprias casas, além de atender solicitações de ministérios, agências e outros órgãos governamentais. Por isso, a coordenadora-geral do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) do jardim, Thais Laque, afirma que a disponibilização de dados é fundamental para facilitar as consultas.

O painel foi disponibilizado em outubro do ano passado. Segundo Thais, o desafio agora é fazer a avaliação do estado de conservação das mais de 40 mil espécies botânicas nativas catalogadas no Brasil.

“Ainda não conhecemos o estado de conservação de mais de 30 mil espécies botânicas”, diz ela. Daí a importância de fomentar e investir em pesquisa e projetos que proporcionem avanços nesse trabalho de avaliação do risco de extinção da flora”, explica.

Diretrizes

O processo de avaliação do estado de conservação de espécies segue diretrizes da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) utilizadas em todo o mundo.

Thais informa que, para fazer a avaliação, é imprescindível saber dados robustos sobre as espécies, entre os quais quem coletou, quando e em que lugar. A partir daí, os avaliadores podem gerar o polígono de ocorrência e encaminhar a análise reunindo informações como dados biológicos, dados populacionais e principais vetores de ameaças, entre os quais fogo, urbanização, agricultura e pastagem. Só assim é possível definir a categoria em que a espécie se encontra. Por exemplo, se ela está em perigo, vulnerável, menos preocupante, quase ameaçada ou com dados insuficientes.

Até 2020, a coordenadora recorda que o Brasil avaliava, em média, 600 espécies por ano. O método de análise está sendo aprimorado, o que contribui para elevar o número de avaliações efetivadas por ano, com objetivo de alcançar o total da flora brasileira nativa com risco de extinção. Ela acredita que, muito em breve, 100% da flora brasileira estarão com o status atualizado.

Ação conjunta

O Conserva Flora integra uma das ações do Jardim Botânico no âmbito do Projeto Pró-Espécies, que visa adotar ações de prevenção, conservação, manejo e gestão que possam minimizar as ameaças e o risco de extinção de espécies, especialmente 290 ameaçadas, em conjunto com 13 estados brasileiros – Maranhão, Bahia, Pará, Amazonas, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O projeto visa compreender o estado de conservação da biodiversidade brasileira, que é o ponto de partida para reduzir o risco de extinção das espécies e garantir a sobrevivência delas.

Thais reforça que a biodiversidade não se sustenta de forma isolada. “Todos têm papel fundamental. Se, por exemplo, um inseto é extinto e desaparece, outra espécie passa a ter risco. Todas as interações são fundamentais para o funcionamento de um ecossistema”, alerta.

Ela sustenta que, quando se tira uma peça, algo fica em desequilíbrio. Não importa se é uma árvore ou gramínea [erva]. A coordenadora defende que “todos precisam estar em estado pleno para a manutenção da biodiversidade”.




Fonte: Agência Brasil

Dia dos Namorados terá reforço de 50 toneladas de rosas colombianas


Cerca de 50 toneladas de rosas importadas da Colômbia para o Dia dos Namorados – a ser comemorado na próxima segunda-feira (12) – foram liberadas pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) para a comercialização no mercado brasileiro.  

 Ao todo, foram mais de 36 horas para a conferência física e documental da carga, porque as rosas eram de diversos produtores com variados tamanhos de haste e cores, especialmente a de cor vermelha, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Cuidados

 “Coube à equipe da Vigiagro realizar o minucioso trabalho de inspeção fitossanitária das rosas para assegurar a ausência de pragas que pudessem prejudicar a agricultura nacional”, disse a chefe do ministério no aeroporto de Viracopos, Rita Lourenço.

A carga foi importada por quatro empresas brasileiras e teve que passar pela fiscalização fitossanitária. Após a inspeção, com nenhuma ameaça encontrada, a carga foi liberada para o transporte terrestre.

As rosas desembarcaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no início desta semana e foram imediatamente levadas para duas câmaras frias do terminal, a fim de garantir sua qualidade até a comercialização no varejo.




Fonte: Agência Brasil

CCBB promove neste fim de semana 1º Arraiá no centro do Rio


Com entrada gratuita, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ) promove neste fim de semana seu primeiro arraial junino. O Arraiá do CCBB será no foyer e na rotunda da instituição, situado na Rua Primeiro de Março, 66, região central da cidade. A produção é do Festival CasaBloco.

“Aquela rotunda vai virar um grande salão de baile, um arrasta-pé mesmo. Vai ser bem animado”, disse à Agência Brasil a curadora do evento, Rita Fernandes. Haverá atividades para todas as idades, que se estenderão das 10h às 18h30, nos dois dias. Não é necessário retirar ingresso.

A programação foi idealizada para representar todos os elementos das festas juninas. Por isso, não vão faltar desde barraquinhas de comidas típicas a quadrilhas, músicas e trios de forró pé-de-serra. Rita decidiu incluir ainda o carimbó, que representa o Norte do país, e fez outra leitura das festas de São João, aliando-as ao forró nordestino.

A cenografia é uma atração à parte, inspirada na obra do artesão cearense Espedito Seleiro, uma referência internacional na arte em couro, e também na literatura de cordel. Após entrarem pela porta principal do CCBB RJ, os visitantes passarão por um corredor de sabores, formado por barraquinhas com comidas como pamonha, maçãs do amor, canjica, arroz doce, caldos e outros pratos típicos das regiões Nordeste e Norte.

Na barraca de artesanato, os destaques são os chapéus e estandartes. À disposição dos visitantes haverá ainda um painel para tirar fotos, “para ligar um pouco toda essa tradição do São João nordestino”.

Valorização

Segundo Rita Fernandes, a ideia é valorizar muito a cultura tradicional popular do Brasil. “Dar visibilidade e valorizar todas as linguagens que dialogam no São João”, reforçou. No Arraiá do CCBB, só não serão gratuitas os produtos expostos nas barracas, porque são fonte de renda para as pessoas. “São famílias de artistas que trabalham com artesanato em feiras. A gente oferece àquele artesão ou pequeno empreendedor a oportunidade de comercializar seu produto.”

Entre as atrações artísticas, destacam-se o Forró da Taylor, Silvan Galvão & Carimbloco, Cassiano Beija-Flor, Caraforró e as quadrilhas Gonzagão do Pavilhão e Geração de Ouro.

07/06/2023 - 1º Arraiá do CCBB RJ -  Forró da Taylor. Foto: Victor Miraglia/ Divulgação

Forró da Taylor, que promete animar o sábado e o domingo no 1º Arraiá do CCBB Rio – Victor Miraglia/Divulgação

A gerente-geral do CCBB RJ, Sueli Voltarelli, disse que as festas juninas marcam não apenas o calendário cultural do Rio de Janeiro, mas também o de várias outras cidades brasileiras. Por isso, é importante garantir a visibilidade das expressões culturais populares das mais diversas origens, afirmou Sueli. “E o CCBB está sempre de portas abertas para receber todos os públicos, movimentando a região central da cidade e oferecendo uma programação completa para o carioca aproveitar essa época do ano tão animada.”

A curadora Rita Fernandes salientou ainda a preocupação dos organizadores do evento com a sustentabilidade. Por isso, todos os produtos usados serão biodegradáveis. “Estamos com uma campanha para que cada visitante traga de casa seu copo descartável”.

O DJ Cyro, veterano da cena musical brasileira, com mais de 25 anos de carreira, fez pesquisa sobre vários ritmos de festas juninas para apresentar aos visitantes. Vai ter forró, xaxado e carimbó. “O mais legal é que é um evento para a família toda. Pode passar o dia, pode visitar o CCBB.”

Rita lembrou que o CCBB Educativo está fazendo um laboratório de gravura para crianças, baseado em cordel, que o público mirim não pode perder e que funcionará das 11h às 17h. As imagens criadas poderão ser levadas para casa.




Fonte: Agência Brasil

Festival reúne grandes artistas do jazz e do blues em Rio das Ostras


Os apaixonados por jazz e blues vão poder se divertir com o estilo musical de suas preferências a partir desta quinta-feira (8) até domingo (11). Grandes músicos e intérpretes da atualidade vão se apresentar nos palcos São Pedro, Iriry, Boca da Barra e Costazul, este último chamado de Cidade do Jazz, montados ao ar livre para o tradicional Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O evento chega a sua 19ª edição na cidade da Região dos Lagos, localizada a 170 quilômetros do Rio de Janeiro.

Especialistas e críticos consideram o encontro um dos melhores festivais do gênero no mundo. Desde 2003, quando foi criado o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, foram mais de 550 shows, 100 palestras e workshops para cerca de 1 milhão de espectadores.

Entre as atrações, o evento, que já recebeu Al Jarreau, David Sanborn, Ron Carter, Egberto Gismonti, Hélio Delmiro, Raul de Souza, Hamilton de Holanda, Romero Lubambo e Naná Vasconcelos, terá novamente a participação de Stanley Jordan. A programação conta ainda com Bill Evans & The Vansband e Vanessa Collier, além de Alexandre Borges Quinteto e Back2blues.

Para os organizadores, tantas atrações de nível elevado ao longo do tempo estimularam o interesse pela música de alta qualidade, além de terem dado ao público oportunidades de conferir de perto alguns dos maiores artistas do jazz, do blues e da música instrumental nacional e internacional.

Uma característica do festival é se manter fiel à sua proposta inicial de formação de público, que se soma ao fortalecimento do turismo, à geração de renda e atração de negócios para a cidade.

“Mesmo com todas as dificuldades e desafios enfrentados, chegamos com mais ânimo e vontade do que nunca a nossa 19ª edição. Vamos brindar à vida e à boa música em um dos balneários mais charmosos do país. Os melhores do mundo no melhor do Brasil em um festival democrático que coloca a música em primeiro lugar”, destaca a organização no site do festival.

De acordo com os organizadores, estudos feitos, por quatro anos, pela Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) mostram que a oferta de cultura com acesso democrático e gratuito ao público fomenta a economia com a sua continuidade. Na visão deles, o formato do evento permite ainda “assumir a responsabilidade social de estender suas ações para além dos palcos, criando parcerias em projetos culturais e sociais ao longo do ano”.

A realização do evento cultural é da Fundação Rio das Ostras de Cultura da prefeitura da cidade, com produção da Azul Produções e apoio da Like Produtora e do Ministério da Cultura. Por causa da sua importância no cenário musical, o festival faz parte do calendário oficial de eventos do estado do Rio de Janeiro.

Rádio MEC

Como parte da sua programação de 100 anos, completados no dia 20 de abril, a Rádio MEC vai fazer uma cobertura especial do festival com a transmissão dos principais shows que vão ocorrer entre hoje e domingo nos três palcos montados. As transmissões em edições especiais de três horas de duração do programa Jazz Livre! serão nesta sexta-feira (9) e sábado (10). A última será no dia 17. Todas serão às 21h.




Fonte: Agência Brasil

Feira Cultural da Diversidade LGBT+ ocupa Memorial da América Latina


A 22ª edição da Feira Cultural da Diversidade LGBT+ ocorre nesta quinta-feira (8) no Memorial da América Latina, zona oeste da capital paulista. Com o objetivo de promover a economia criativa, a geração de renda e a cultura LGBT+, até as 22h, o público terá acesso a espaços de gastronomia, de arte e shows.

Para esta edição, são esperados cerca de 100 expositores, entre estandes de comerciantes, instituições, patrocinadores e de alimentação. Um dos destaques é a participação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) oferecendo orientação e serviços como retificação de nome, consulta a título eleitoral e emissão de guias.

Segundo os organizadores, haverá também mais de 50 atrações artísticas no Palco da Diversidade LGBT+. Todo o evento conta recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, como intérpretes de libras, audiodescrição e área reservada. A entrada na feira é gratuita e a retirada dos ingressos deve ser feita neste link.

Outros destaques da edição, segundo a organização, são o Planeta Criação, que oferece um espaço com designers de moda para mostrar suas criações; o Espaço Vogue, para que o público apresente números de dança vogue, k pop, salsa ou outra modalidade; além de um karaokê e a Experiência Drag, ação que propõe uma experiência para o público se tornar drag queen por um dia.

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, participa a partir das 16h, ao lado da secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, da Feira Cultural. Está prevista uma visita aos estandes e expositores da feira.

A feira faz parte da programação oficial da Associação da Parada do Orgulho LGBT de SP e antecede a 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que ocorre no domingo (11), na Avenida Paulista.




Fonte: Agência Brasil

Tapete de Corpus Christi é montado na Esplanada dos Ministérios


A festa de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, organizada pela Arquidiocese de Brasília, foi iniciada às 6h, desta quinta-feira (8), com a confecção do tapete colorido com temática religiosa que celebra a data. Pelo 45º ano, o tapete enfeita o gramado para a passagem dos membros da Igreja Católica e fiéis, em procissão com a imagem do Santíssimo Sacramento, após a realização da missa campal.  

A Arquidiocese de Brasília estima que a missa deve reunir cerca de 70 mil pessoas na celebração que crê na presença espiritual de Jesus Cristo.

No dia de Corpus Christi, os cristãos comemoram o Mistério da Eucaristia, que é o sacramento do corpo e sangue de Jesus Cristo, representados pelo pão e vinho consagrados. A data recorda a última ceia de Jesus com os 12 apóstolos.

Tapete colorido

Os quadros do tapete de Corpus Christi são confeccionados no chão pelos fiéis, sobretudo, por grupos de jovens. Em 2023, cerca de 600 voluntários participaram da montagem.

Neste ano, o tapete tem 130 metros de extensão e é composto por 25 imagens, com cerca de 20 m² cada. As imagens foram preenchidas com serragem, palhas de arroz, café, sal e tintas de cinco cores básicas, que vão sendo misturadas pelos voluntários até atingir os tons desejados.

O coordenador do Tapete Corpus Christi na Esplanada, Aloísio Parreiras Rodrigues, que participa das celebrações há 20 anos, explica a logística de preparação do mosaico a céu aberto. “Três meses antes, começamos a trabalhar com as juventudes das paróquias do Distrito Federal. Depois, recebemos as sugestões de desenhos, selecionamos 25 deles e seguimos com a organização para conseguir o material para fazer os tapetes. Finalmente, no dia de Corpus Christi, nos reunimos para montá-los e celebrar, o que chamamos de festa da unidade”.

A odontologista Mariana Ferreira, de 23 anos, é uma das voluntárias na Esplanada dos Ministérios. “Desde o ano passado, eu participo. Eu gosto porque é especial para mim. Contribui muito para minha espiritualidade”.

Durante toda a manhã, os jovens que se revezaram na confecção dos tapetes também fizeram rodas para orar e cantar. O universitário Pedro Farnese Dias, de 19 anos, com seu violão, era um dos animadores do público. “Estamos aqui para servir a comunidade que se desloca para cá e para poder fazer um evento bem bonito para celebrar a Eucaristia”.

O público começou a chegar desde as primeiras horas da manhã à Esplanada. Como a cientista política Andressa Bravim, que levou os filhos Lucca, de 3 anos, e Antonela, de 5 anos, acompanhada do marido. “Hoje é o dia de a gente celebrar publicamente a nossa fé. Viemos comemorar a fé católica e Eucaristia”, disse.

A pensionista Maria Etelvina Távora Correia Silva, de 89 anos, participa das celebrações de Corpus Christi desde os tempos do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1931-1976), quando uma procissão fazia o trajeto entre duas igrejas de Brasília. Em 2023, mesmo com dificuldade de locomoção, ela fez questão de acompanhar a movimentação religiosa, em uma cadeira de rodas. “O mundo está precisando de valores como o amor. Devemos esquecer da traição, da ganância e não prejudicar as pessoas”.

Programação

Na parte da tarde desta quinta-feira, diversos padres atenderão confissões de fiéis, em uma tenda montada atrás do palco montado na Esplanada, na altura da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

Às 16h, começam os cantos da celebração para animar os fiéis que chegarão à Esplanada.

Às 16h45, todo o clero – sob a liderança do arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa – sai em procissão a partir da Catedral, em direção ao palco, onde será celebrada a Santa Missa, a partir de 17h.

A Arquidiocese de Brasília prevê que serão dadas três bênçãos: aos doentes, aos governantes e às famílias.

Após a missa celebrada por Dom Paulo Cezar, uma procissão com a o Santíssimo Sacramento passará pelo tapete colorido e percorrerá o quadrilátero da Esplanada dos Ministérios, dentro do papamóvel, o veículo especial que foi usado pelo papa João Paulo II, em visita a Brasília, em 1980.

O pároco da Catedral de Brasília, Agenor Vieira de Brito, que participará das celebrações de Corpus Christi, ressalta a importância do respeito às manifestações de fé. “Aquelas pessoas que não professam a fé católica, devem ter um olhar ecumênico. Então, mesmo quando não é professado aquele mesmo credo, deve haver respeito. Porque cada um tem sua escolha, cada um com a sua possibilidade, mas sem esquecer que o principal de tudo é o amor, independentemente do caminho que está sendo trilhado”.




Fonte: Agência Brasil

Exposição sensorial sobre a Mata Atlântica permite sentir a floresta


Uma exposição para sentir a Mata Atlântica. Essa é a proposta da mostra Nhe’ẽ ry – Onde os Espíritos se Banham, em cartaz no Museu das Culturas Indígenas, na capital paulista. O museu da Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo é gerido de forma compartilhada com diversos povos e comunidades indígenas.

A expressão Nhe’ẽ ry, que dá nome à mostra, é usada pelo povo guarani para denominar a Mata Atlântica. “Nhe’ẽ ry pode ser traduzida como lugar onde os espíritos se banham. É também uma denominação para a Mata Atlântica, mata que é formada por muitos riachos e rios e é um lugar onde há muita água”, explicou Marília Marton, secretária de cultura e economia criativa, em entrevista à Agência Brasil.

Nhe’ẽ ry é uma espécie de santuário, base de existência e resistência dos povos que nela habitam. “Cada elemento da mata tem seu espírito e seu modo de vida, então quando nós indígenas falamos dos espíritos da mata, estamos considerando toda a vida nela presente: floresta, animais, rios e nascentes. Onde há vida, há espíritos”, explica Sonia Ara Mirim, uma das curadoras da exposição, por meio de nota.

São Paulo (SP) - Mata Atlântica é tema de exposição sensorial no Museu das Culturas Indígenas, em SP. - Foto: Joca Duarte/Secretaria Cultura SP

Exposição sensorial está aberta ao público de terça-feira a domingo, das 9h às 18h – Joca Duarte/Secretaria Cultura SP

A proposta da exposição é trazer a visão desses espíritos que habitam a floresta e sensibilizar o público sobre a importância da Mata Atlântica para o planeta, bioma que se estende por 17 estados brasileiros e é considerado patrimônio nacional.

Para essa experiência mais ampla, o visitante vai perceber a Mata Atlântica explorando seus sentidos, em uma vivência sensorial. “Essa é uma exposição que não é imersiva, mas tem uma parte para você ouvir e sentir os sons da nossa Mata Atlântica. Quando você anda pelos espaços, eles [curadores e artistas] fizeram questão de colocar várias mudas de plantas da nossa Mata Atlântica. E tem também vários pontos onde você pode colocar o ouvido em uma cabaça para ouvir histórias. É uma exposição muito sensorial”, informou a secretária.

Temas

A mostra foi dividida em quatro eixos temáticos: Caverna dos Sonhos, Pedra que Canta, Viveiro de Plantas e Cartografias da Floresta. O primeiro deles é Caverna dos Sonhos, onde o visitante vai enxergar a mata a partir de projeções, que também simulam os sons lá produzidos.

Já no espaço Pedra que Canta, uma instalação multimídia vai reproduzir os depoimentos e cantos feitos pelos guardiões da floresta. Em Viveiro das Plantas, o visitante irá conhecer mais de 60 espécies nativas. E em Cartografias da Floresta, serão apresentadas informações para o público sobre os povos que habitam esse território, o patrimônio de fauna e flora e a legislação de proteção desse bioma.

Outras atrações da mostra são um periscópio – pensado para reproduzir a cidade com imagens da floresta sobrepostas por filtros –, e um caleidoscópio, que multiplica e distorce a vista do Parque Água Branca, que fica ao lado do museu.

“As pessoas que visitarem a exposição poderão tocar, sentir cheiros, olhar e ouvir. É uma exposição bem bacana, bem sensorial”, definiu Marília Marton.

A mostra tem curadoria de Sonia Ara Mirim, Cris Takuá, Carlos Papá e Sandra Benites. O Museu das Culturas Indígenas abre de terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido até as 20h, nas quintas-feiras. Os ingressos custam R$ 15 a inteira e R$ 7,50 a meia. Mais informações podem ser obtidas no site do museu.




Fonte: Agência Brasil