Polícia Ambiental apreende 350 metros de redes de pesca irregulares no Rio Paranapanema




Também foram devolvidos à natureza 12 quilos de peixes das espécies traíra, cascudo-abacaxi, mandi e piau que estavam capturados nas malhas, em Rosana (SP), nesta terça-feira (20). Sete redes irregulares de pesca foram apreendidas em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
A Polícia Militar Ambiental apreendeu sete redes de pesca, que totalizaram 350 metros, dispostas irregularmente no Rio Paranapanema, à jusante da Usina Hidrelétrica de Rosana (SP), nesta terça-feira (20).
Segundo a corporação, as redes não tinham plaquetas de identificação e ainda estavam armadas em distâncias e malhas inferiores aos limites permitidos.
O material recolhido ficou guardado na Base Operacional da Polícia Ambiental, em Rosana, para posterior destinação.
Os policiais ainda soltaram de volta no Rio Paranapanema os 12 quilos de peixes das espécies traíra, cascudo-abacaxi, mandi e piau que estavam capturados nas redes.
Sete redes irregulares de pesca foram apreendidas em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
Sete redes irregulares de pesca foram apreendidas em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
Sete redes irregulares de pesca foram apreendidas em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
Sete redes irregulares de pesca foram apreendidas em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental
Sete redes irregulares de pesca foram apreendidas em Rosana (SP)
Polícia Militar Ambiental

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Fonte: G1

Operação Escola Segura prendeu 368 pessoas desde abril


O ataque a uma escola na cidade de Cambé (PR), na segunda-feira (19), que terminou com a morte de dois adolescentes, reacendeu o alerta sobre a violência contra estudantes e profissionais em instituições de ensino brasileiras. Após mais essa tragédia, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reafirmou que mantém o monitoramento de ameaças pela internet e que, desde abril, com o início da Operação Escola Segura, já foram presas ou apreendidas 368 pessoas (entre adultos e adolescentes).

O monitoramento ocorre, segundo o MJSP, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e pela coordenação-geral de Inteligência do ministério. O trabalho acontece, de acordo com o governo, com delegacias de crimes cibernéticos das principais regiões brasileiras. “Além disso, centenas de profissionais de segurança pública de diversas agências de inteligência e delegacias de polícia, de forma integrada, realizaram múltiplas ações relacionadas à temática”, garantiu o Ministério da Justiça, em nota enviada à Agência Brasil.

Investigação

Além das prisões, desde o mês de abril, também houve condução de 1.595 suspeitos, registro de 3.396 boletins de ocorrência (sendo que 2.830 casos ainda estão em investigação). “[Foram] realizadas 901 solicitações de preservação e remoção de conteúdos em plataformas de redes sociais, e 384 solicitações de dados cadastrais em plataformas de redes sociais, incluindo a nova rede catalogada.”

Após o ataque da segunda no Paraná, o ministro Flávio Dino disse que essa modalidade de violência se implantou no Brasil. “Nós vemos sociedades em que a violência é alvo de apologia. As estatísticas de ataques a escolas nos EUA mostram que esse não é um exemplo ao nosso país. E o que nós vimos hoje, em larga medida no Brasil, é exatamente apologia a violência, que está hoje na palma da mão da nossa juventude, pelos smartphones, tablets e pela proliferação irresponsável de mensagens de violência de ódio na internet, derrubando, às vezes, os esforços das famílias”.

Terceiro ataque

O ataque registrado no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé (PR), foi a terceira ação de violência com mortes em escolas brasileiras este ano. Pelo menos seis pessoas morreram em razão de atos violentos em instituições de ensino brasileiras.

Denúncias

Após o registro de ataques a escolas nos últimos meses, o serviço Disque 100 passou a receber denúncias de ameaças de ataques a escolas. As informações podem ser feitas por WhatsApp, pelo número (61) 99611-0100.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também dispõe de um canal para receber denúncias de violência escolar. Informações sobre ameaças de ataques podem ser feitas ao canal Escola Segura. As informações enviadas ao canal serão mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.

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Fonte: Agência Brasil

Exposição celebra os mais de 50 anos de carreira de Sidney Magal


Está aberta ao público a partir desta terça-feira (20) a mostra Expo Sidney Magal: Muito Mais que um Amante Latino, uma homenagem aos mais de 50 anos de carreira do artista. Reunindo aspectos inéditos e lembranças guardadas pelo cantor e dançarino, além de seu envolvimento com a música, com a televisão, o cinema, o teatro, a moda e sua legião de fãs, a exposição fica em cartaz de segunda-feira a sábado, das 10h às 17h, com entrada gratuita, até o dia 29 de julho, no Centro Cultural Correios São Paulo.

Idealizada pelo filho de Magal, Rodrigo West, a mostra tem a curadoria da jornalista e escritora Bruna Ramos da Fonte e é dividida em sete núcleos que contam a história da vida, curiosidades e a carreira do artista. No núcleo Música, o visitante verá sua discografia composta por 17 álbuns e poderá relembrar hits famosos como Meu Sangue Ferve por Você (Freddie Neyer e Jack Arel, 1973), Amante Latino (Rabito, 1973) e Sandra Rosa Madalena, a Cigana (Miguel Cidras e Robert Livi, 1978), que este ano completa 45 anos de lançamento. Haverá ainda alguns figurinos originais usados nos shows.

No núcleo televisivo Alô Terezinha, será contada a história de Magal na televisão, começando pelos primeiros programas dos quais participou até os que o levaram para o grande público. No Sétima Arte, será revisitada a atuação de Magal no cinema e no teatro, com destaque para os filmes Amante Latino(1979), e O Meu Sangue Ferve por Você. Nessa sessão serão expostos figurinos originais usados nas gravações dos filmes.

No núcleo Teatro, a exposição relembra a trajetória desde a primeira vez que Magal foi encenar My Fair Lady, no Teatro Rival (RJ), até ser protagonista em montagens como Roque Santeiro (direção de Bibi Ferreira) e ser homenageado nos palcos com o musical Sidney Magal: Muito Mais que um Amante Latino (2022). Nesse núcleo, o público poderá conferir três figurinos originais do musical.

Os fãs são lembrados na ala Legião de Fãs de todas as idades, mostrando a próxima relação de Magal com seus admiradores, por meio dos presentes que o artista recebeu ao longo da carreira e que são guardados cuidadosamente. Nesse espaço, os visitantes poderão escrever uma carta para o ídolo que será postada em uma caixa de Correio e entregues a Magal ao final da exposição.

“A exposição me emocionou do começo ao fim com as fotografias dos meus pais, do início da minha carreira, depois toda minha família, presentes de fãs, discos filmes. Enfim a minha vida a minha carreira isso emociona porque você chega nesse ponto da estrada e você tem o prazer de olhar para trás e ficar com um sorriso nos lábios, porque no começo da carreira a gente fica com um sorriso nos lábios todo dia achando que tudo serão flores, mas agora eu posso dizer que foram flores”, diz Magal.

O artista contou que sempre gostou das atitudes, das reações e das emoções do púbico e que sempre fez questão de levar para casa os presentes que as pessoas mandam para o camarim. “Às vezes são muito simples, muito pequenos, mas eu tenho que levar para minha casa, porque a gente não perde a emoção das pessoas, porque é isso que o público me deu. Foi essa alegria de viver, de ter uma carreira tão duradoura. Isso para mim é da maior importância”, ressaltou.

A curadora, escritora e designer de moda, Bruna Ramos da Fonte, destacou que além de ser um grande artista, que faz parte da cultura popular brasileira, Magal também é um ícone de moda.

“Com as suas plataformas, figurinos extravagantes com brilhos e texturas, ele influenciou e ditou tendências. Na época, os seus figurinos foram uma verdadeira revolução em um momento em que a nossa sociedade era muito mais conservadora e vivíamos a rigidez do regime militar. Quando fui convidada para assinar a curadoria dessa exposição, vi que seria uma grande oportunidade para expor, pela primeira vez, uma belíssima seleção de figurinos originais que poderia ser usada como fio condutor para contarmos a trajetória do artista”, explicou.




Fonte: Agência Brasil

Número de mortos após ciclone no RS sobe para 15


O número de mortes provocadas pela passagem de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul subiu para 15. De acordo com a Defesa Civil do estado, o último óbito foi confirmado no município de Gravataí, depois que o corpo de um homem foi encontrado em uma área alagada. Há ainda uma pessoa desaparecia na cidade de Caraá.

O último balanço da entidade aponta 1.538 pessoas desabrigadas e 13.824 desalojadas, sendo 6,5 mil apenas no município de Taquara. Os números foram atualizados pelas coordenadorias municipais.

Doações

O Comando Militar do Sul informou, pelas redes sociais, que o 3º Batalhão de Comunicações de Porto Alegre trabalha na triagem de cestas básicas e agasalhos, na Central de Doações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Até o momento, foram carregadas 1,5 mil cestas básicas e 213 sacolas de agasalhos, cobertas e calçados.

Ciclone

O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que surge fora dos trópicos. É associado às frentes frias e encontrado nas médias e altas latitudes. O ciclone que atingiu o Sul do país, associado a uma frente fria, formou-se no Oceano Atlântico no decorrer da semana passada. A área de baixa pressão nos médios e altos níveis da atmosfera potencializou a formação do ciclone em terra, transportando a umidade do oceano para o continente.




Fonte: Agência Brasil

Acidente entre carros deixa 3 homens feridos na Rodovia Olímpio Ferreira da Silva, em Pirapozinho



Vítimas foram encaminhadas ao Hospital Regional (HR), em Presidente Prudente (SP). Uma colisão frontal, entre dois carros, deixou três homens feridos no km 12,5 da Rodovia Olímpio Ferreira da Silva (SP-272), em Pirapozinho (SP), na manhã desta terça-feira (20).
Segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros ao g1, os três envolvidos no acidente foram encaminhados ao Hospital Regional (HR), em Presidente Prudente (SP).
Duas vítimas estavam “politraumatizadas” quando foram levadas ao atendimento médico. Todos os homens, no entanto, foram socorridos conscientes, ainda de acordo com os bombeiros.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia e apurar as causas e circunstâncias do acidente.

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Fonte: G1

Colisão frontal entre caminhão e carro mata homem, na Rodovia José Batista de Souza, em Taciba




Outro envolvido no acidente foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, nesta terça-feira (20). Homem morreu após acidente entre caminhão e carro, na Rodovia José Batista de Souza (SP-483), em Taciba (SP)
Cedida
Um homem morreu em decorrência de uma colisão frontal entre um caminhão e um carro, na manhã desta terça-feira (20), na Rodovia José Batista de Souza (SP-483), em Taciba (SP).
Segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros ao g1, a vítima, que conduzia o carro, estava presa em ferragens, quando o óbito foi constatado pelo médico da ambulância do município.
O condutor do caminhão foi socorrido pela ambulância e encaminhado a uma unidade de saúde, em em Taciba, para receber atendimento médico.
Equipes da Polícia Militar Rodoviária e do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) compareceram ao local para prestar atendimento aos envolvidos.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia e apurar as causas e circunstâncias do acidente.
Homem morreu após acidente entre caminhão e carro, na Rodovia José Batista de Souza (SP-483), em Taciba (SP)
Cedida

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Fonte: G1

Crianças encontram ossada humana às margens do Córrego da Andorinha, em Rinópolis, enquanto soltavam pipas



Delegado responsável pelo caso informou ao g1, nesta terça-feira (20), que a Polícia Civil suspeita que corpo localizado era de um idoso, desaparecido havia 2 meses, que morava em um asilo local. Uma ossada humana foi encontrada por crianças que soltavam pipas, nesta segunda-feira (19), em uma área localizada às margens do Córrego da Andorinha, que passa pela Centro de Rinópolis (SP).
Conforme o delegado Flávio Delgado disse ao g1, nesta terça-feira (20), o corpo foi encontrado em “estado de composição” e, “aparentemente, pertence a um senhor, que estava desaparecido havia dois meses”.
“Ele era interno do asilo local. Essa identificação só vai ser confirmada através de exames de DNA”, acrescentou Delgado.
A coleta de material genético deve ser feita nesta terça-feira (20), no Instituto Médico Legal (IML), em Tupã (SP).
Delgado ainda mencionou ao g1 que, posteriormente, o corpo será encaminhado a São Paulo (SP).
Localização
De acordo com o delegado, os ossos foram localizados por algumas crianças que soltavam pipas em um trecho próximo ao córrego.
“Tinham algumas crianças soltando pipas lá, elas viram [o corpo] e acionaram a Polícia Militar. A Polícia Militar foi ao local e, por sua vez, comunicou a Polícia Civil. O corpo estava deitado, caído no chão”, acrescentou ao g1.
Ainda conforme o responsável pelas investigações, “apesar do estado de decomposição, não foi encontrado nenhum sinal de violência, mas isso só vai ser confirmado através do laudo necroscópico, que ainda não ficou pronto”.
“Foi instaurado inquérito e vamos aguardar o resultado do laudo”, concluiu o delegado ao g1.

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Fonte: G1

Justiça interroga acusado de homicídio triplamente qualificado contra professora encontrada carbonizada, em Regente Feijó




A audiência de instrução e julgamento foi realizada nesta segunda-feira (19) no Fórum do município e 10 testemunhas foram ouvidas. Professora Eliana Pereira Neves (à esquerda) e Carlos de Souza (à direita)
Cedida
Uma audiência de instrução e julgamento foi realizada, na tarde desta segunda-feira (19), no Fórum da Comarca de Regente Feijó (SP) e interrogou Carlos de Souza, de 62 anos, que é acusado de homicídio triplamente qualificado contra a professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos, no dia 28 de março deste ano.
Conforme o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou ao g1, o processo tramita em segredo de Justiça e, nesta segunda-feira, foram ouvidas 10 testemunhas. Além do réu ter sido interrogado.
Já o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) alegou que, encerrada a instrução processual, “a defesa pediu a complementação de um laudo pericial”. A Promotoria também informou ao g1 que irá manifestar, em alegações finais, pedindo pela pronúncia do acusado.
“Na visão da promotoria de Justiça de Regente Feijó, estão cabalmente demonstradas a materialidade delitiva e a autoria por parte do denunciado, bem como o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, e, ainda, o emprego de fogo no assassinato”, finalizou o MPE-SP.
Os advogados que defendem o réu informaram ao g1 que Carlos de Souza está, atualmente, preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (SP).
Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, no dia 28 de março de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
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Defesa
O g1 entrou em contato com a defesa do acusado que, até a última atualização desta reportagem, informou que irá decidir se irá enviar um posicionamento, levando em consideração que o processo corre em segredo de Justiça.
Carlos de Souza está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (SP)
Cedida
Após 48 dias
Os restos mortais da professora Eliana Pereira Neves foram sepultados no dia 15 de maio de 2023, no Cemitério Municipal de Regente Feijó, 48 dias após o crime de feminicídio que a vitimou. Até então, os restos mortais estavam no Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo (SP), para onde haviam sido encaminhados para a realização de um exame de DNA.
Professora Eliana Pereira Neves foi sepultada no dia 15 de maio de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
O velório ocorreu durante um período de duas horas, das 15h30 às 17h30, e foi aberto ao público, também em Regente Feijó.
Familiares e amigos da vítima prestaram homenagens à mulher, que foi velada e posteriormente enterrada em um caixão lacrado.
Professora Eliana Pereira Neves foi sepultada no dia 15 de maio de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Relembre o caso
Conforme o delegado responsável pelo caso, Airton Roberto Guelfi, a Polícia Militar recebeu um chamado de um produtor rural, no início da noite, alegando que um veículo estava pegando fogo em meio à uma plantação de soja.
Os policiais foram até o local e pela placa do veículo conseguiram identificar que o proprietário era morador de Regente Feijó. A Polícia Civil foi acionada e, enquanto se deslocavam, a PM já havia feito contato com os familiares.
Professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos, foi encontrada carbonizada na zona rural de Regente Feijó (SP)
Redes sociais
No local, os agentes encontraram alguns familiares e iniciaram uma conversa para tentar entender o que poderia ter acontecido.
“Durante a entrevista, o que chamou a atenção foi um possível envolvimento da proprietária do veículo com um homem de Regente Feijó. Nós identificamos, com os familiares, a residência desse cidadão e, imediatamente, a gente se deslocou até essa residência”, relatou Guelfi.
Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, no dia 28 de março de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Na casa do suspeito, ele foi questionado sobre esse relacionamento com a vítima e permitiu a entrada dos policiais.
“No interior da casa, onde havia um pouco mais de luz, identificamos no braço dele algumas queimaduras que já remetiam a ideia, justamente, do incêndio do veículo, o que chamou atenção”, enfatizou o delegado.
Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, no dia 28 de março de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Além disso, os policiais verificaram outras inconsistências em relação a versão dada pelo homem, como por exemplo, ele afirmou que ficou das 9h às 15h andando de bicicleta, porém, a Polícia Civil verificou que o objeto continha teias de aranha que davam indícios que não saía do lugar há um tempo.
O suspeito foi conduzido para a Delegacia e, durante o interrogatório, o delegado apresentou todas as informações coletadas com testemunhas e perícias e o questionou sobre os fatos.
“Ele acabou confessando indiretamente que estava com ela no local. A única coisa que ele alega é que ela mesmo que buscou a morte. Ele alega que ela se matou através do fogo. A versão é basicamente essa, que ele estava no local e viu o carro pegando fogo e que, diante do pedido da vítima que queria se matar, ele se virou e foi embora”, afirmou Guelfi.
Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, no dia 28 de março de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Na residência, a Polícia Civil também localizou uma medida protetiva expedida por um juiz de São Paulo, que proíbe ele de manter contato com a ex-esposa.
Não há evidências de que ele tenha recebido ajuda para cometer o crime.
Testemunhas
Segundo o delegado, a colaboração da família e de testemunhas foi de fundamental importância para a investigação do caso, inclusive, apresentando contradições na versão inicial do envolvido.
“Essas testemunhas disseram que no dia do crime, durante a tarde, haviam avistado os dois no interior do veículo. Então, isso foi fundamental para que a gente pudesse entender e, consequentemente, concluir que a versão dele não era a verdadeira”, analisou Guelfi.
Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, no dia 28 de março de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Os vizinhos do homem confirmaram para a Polícia Civil que ele se mudou para a cidade há cerca de 20 dias e, conforme testemunhas, não há informação de nenhum tipo de agressão anterior entre eles.
“A informação que temos é que ele é natural de Regente, mudou-se para São Paulo e retornou agora. Segundo testemunhas e ele, os dois se conheceram na infância e agora, quando acabou retornando nos últimos 20 dias, eles se aproximaram e começaram a conversar. Eles trocavam mensagens via telefone celular”, reforçou o delegado.
Professora foi encontrada carbonizada no porta-malas de carro, no dia 28 de março de 2023, em Regente Feijó (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Já sobre a morte da professora ser causada pelo fogo, Guelfi afirmou que essas informações dependem do laudo necroscópico. E ela ter sido vítima de violência sexual não é uma hipótese descartada, porém, “não há elementos materiais para afirmar”.
“Os indícios indicam que, a questão da perícia ter encontrado junto ao corpo um cabo metálico utilizado para amarrar as mãos, indica que eventualmente ela pode ter morrido em decorrência do fogo. Mas isso vai depender do laudo necroscópico que ainda não foi emitido”, finalizou o delegado.
Fios encontrados no porta-malas do veículo e utilizados para amarrar a vítima, de 52 anos
Leonardo Bosisio/g1

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Fonte: G1

Habitação e mobilidade são pontos de divergência no PDE de São Paulo


O Projeto de Lei do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo segue para votação final na Câmara Municipal na próxima sexta-feira (23). A previsão era de que a sessão ocorresse na quarta-feira (21). A alteração foi anunciada na segunda-feira (19) em coletiva de imprensa do presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Milton Leite (União).

A Agência Brasil ouviu urbanistas, acadêmicos e representantes de movimentos sociais sobre as propostas em discussão. Habitação de interesse social, eixos do transporte público, verticalização, compensação de construtoras estão entre os pontos mais críticos. Eles avaliam que houve uma priorização das propostas dos setores empresariais em vez das demandas da sociedade civil.

O Plano Diretor é um instrumento da política urbana, que deve ser elaborado com a participação da sociedade e que funciona como um pacto social. A lei organiza os espaços da cidade, a forma como ela vai se desenvolver e como será garantida qualidade de vida para toda a população. De acordo com o Estatuto das Cidades, a revisão da lei deve ser feita pelo menos a cada dez anos.

São Paulo (SP), 15/06/2023 - Entidades fazem ato na frente da Câmara de Vereadores de  São Paulo , contra a Revisão do Plano Diretor . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP), 15/06/2023 – Entidades fazem ato na frente da Câmara de Vereadores de São Paulo , contra a Revisão do Plano Diretor . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Cidade para quem?

Um dos pontos críticos destacados pela coordenadora de Urbanismo do Instituto Pólis, Margareth Uemura, é que o conteúdo da proposta não enfrenta o déficit habitacional da metrópole. Ela explica que, diferentemente do PDE de 2014, a revisão não prevê adensamento populacional nos eixos de transporte.

“O adensamento populacional é ter mais pessoas próximas aos eixos de transportes urbanos. Essas unidades que estariam sendo produzidas nesses eixos de transporte deveriam atender ao menos uma parte desse déficit habitacional, ou seja, o PDE estava viabilizando uma diretriz para atendimento a essa população [de baixa renda]”.

São Paulo (SP) - Plano Diretor SP - Margareth Uemara.
Foto: Divulgação

Coordenadora de Urbanismo do Instituto Pólis Margareth Uemara Foto: Divulgação

No PDE de 2014, ficou estabelecido, entre outras diretrizes, “promover o adensamento construtivo e populacional e a concentração de usos e atividades em áreas com transporte coletivo de média e alta capacidade instalado e planejado”.

Margareth destaca, no entanto, que a diretriz não foi seguida. Segundo ela, desde 2014, alterações na lei permitiram, por exemplo, a construção de mais vagas de garagem nesses imóveis. “Com isso, o público com renda acima [a que era destinada os imóveis] se interessou. Inicialmente, uma das principais diretrizes do PDE era, além de ter um zoneamento especial de habitação de interesse social em algumas áreas, ter também a produção de habitação nesses eixos de transporte que possibilitasse que a população de menor renda morasse perto do transporte urbano, ou seja, gastasse menos tempo no seu deslocamento”.

Habitação de Interesse Social (HIS) é aquela destinada ao atendimento habitacional das famílias de baixa renda, podendo ser de promoção pública ou privada.

Na avaliação da co-fundadora do Instituto Perifa Sustentável, Gabriela Santos, a revisão do PDE incentiva ainda o uso de automóveis. “A proposta do prefeito [de São Paulo] Ricardo Nunes sugere o aumento das vagas de garagem em prédios, estimulando a cultura do automóvel, que vai no caminho oposto das cidades sustentáveis do mundo”, alerta a cientista social, ativista climática e mobilizadora em participação social periférica.

O Perifa Sustentável é um grupo de jovens engajados na agenda climática e para o desenvolvimento sustentável e justo para o Brasil.

“Esse PL [projeto de lei] aumenta o limite de adensamento da cidade, além de ampliar os raios de demolição e descaracterização dos miolos de quadra, não garante que a população de baixa renda seja atendida pelas unidades que serão construídas, bem como sobrecarregará a infraestrutura urbana [redes de abastecimento de água, esgoto e drenagem] e ampliará o tráfego nas vias da cidade”, complementa a professora Viviane Rubio, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Se aprovada, permitirá a construção de edifícios ainda mais altos no interior dos bairros.

Déficit habitacional

O urbanista Fernando Túlio, pesquisador da ETH Zurique (Suíça), aponta que há diferença entre o mercado popular de habitação e unidades de interesse social. “O PL 127/2023 estimula a construção de edifícios maiores, mas sem necessariamente garantir que eles sejam destinados para quem mais precisa, ou seja, a população que recebe até três salários mínimos, e que é a maior parte da demanda. Esses edifícios, na realidade, são para o mercado popular, e não para a Habitação de Interesse Social. Quem tem pouca ou nenhuma renda, não vai conseguir ter acesso a essas unidades”, explica o urbanista, que também é conselheiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) São Paulo, doutorando na FAU-USP e diretor do Instituto Zerocem.

Movimentos e sociedade civil alertam sobre a modificação. “O Instituto Polis e outras entidades e movimentos de moradias destacaram que essa é uma correção a ser feita. Tanto o PL da prefeitura quanto o substitutivo agravam isso, amplia essa área [em que podem ser construídos prédios altos] sem destiná-la a essa população de baixa renda que deveria ter oportunidade de morar em áreas mais bem localizadas. Há um desvio [na revisão] do que é uma das diretrizes principais [do PDE]”, lamenta.

Para Gabriela Santos, integrante do Instituto Perifa Sustentável, o PL mantém o racismo ambiental. “Ao privilegiar a especulação imobiliária, e não a participação popular, o prefeito coloca São Paulo à venda e não garante que as moradias dos bairros mais fartos de infraestrutura possam ser povoados por populações que há anos vem sendo empurradas para cada vez mais longe, simplesmente pelo fato de que não existem mecanismos para garantir o acesso dessa parcela da população ao mercado formal. Perpetua-se, assim, as desigualdades e o racismo ambiental, pois a maioria que vive em encostas de morro, beira de represas e rio é a população preta”.

A Secretaria Municipal de Habitação informou que, de acordo com o Plano Municipal de Habitação (PMH), o déficit habitacional na capital paulista é estimado em 369 mil domicílios. Esse déficit é entendido como o número de moradias, sejam elas novas, reabilitadas ou que necessitam ser viabilizadas para o enfrentamento das condições de precariedade habitacional.

São Paulo (SP) - Plano Diretor SP - Gabriela dos Santos
Foto: Divulgação

Gabriela Santos, do Instituto Perifa Sustentável – Foto: Divulgação

Mobilidade

Nos extremos da cidade, o deslocamento de casa para o trabalho consome mais de 1 hora, enquanto nos bairros do centro expandido, essas viagens podem ter duração inferior a 30 minutos, aponta o Mapa da Desigualdade 2022, da Rede Nossa São Paulo.

Mobilidade e moradia estão vinculadas, observa a coordenadora do Instituto Polis. “Quando o PDE de 2014 deu como diretriz aproximar o morador dos meios de transporte, era justamente para melhorar a mobilidade urbana e diminuir a quantidade de carros circulando pela cidade, já que quem mora perto de transporte, como o metrô, não utiliza o carro para o deslocamento principal. Com essa verticalização excessiva, piora o trânsito, porque se o morador que está nesse imóvel não utiliza o transporte coletivo, e sim o carro, ele sobrecarrega o sistema viário e promove o trânsito onde não é necessário”.

A opinião é compartilhada pela arquiteta e urbanista Paula Santoro. “Prejudica a cidade como um todo. A produção de moradia para as faixas mais altas tira o espaço de moradia das classes médias e baixas que vão morar mais longe, o que piora a nossa situação de mobilidade. Sem falar no fato de que a gente segue fazendo urbanismo para os carros, em uma cidade onde a gente tem um drama, uma mobilidade imóvel. A gente quase não consegue se mover nessa cidade”, disse.

Paula é pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) e da Faculdade Unida de São Paulo (Fausp) e coordenadora do LabCidade FAUUSP .

O conselheiro do IAB Fernando Túlio recorda que o PDE original não ampliou os corredores de ônibus na maior capital do país. “O Plano Diretor de 2014 previa a construção de 150 km de corredores de ônibus até 2016, mas menos de 5% deles foram construídos até hoje. Isso impacta fortemente o dia a dia da população. São horas a mais no trânsito, mais poluição e mais acidentes”.

A verticalização é outra questão que preocupa os especialistas. “A impressão que tenho é que a cidade será transformada em um paliteiro fantasma, pois os edifícios estão cada vez mais altos e as unidades cada vez menores”, disse a professora Viviane Rubio, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

“Essa distorção deveria ser ajustada com a revisão, mas até aqui não se vê diretrizes para isso, ao contrário, quando o substitutivo é apresentado e aprovado, ampliando o adensamento para os miolos de quadras dos bairros, a tendência é a expulsão das famílias com menor poder aquisitivo para áreas mais distantes”, critica.

SAO PAULO (SP)-  Plano Diretor São Paulo - Fernando Tulio Salva Rocha.
Foto: Rafaella Arcuschin/Divulgação

Conselheiro do IAB Fernando Tulio Salva Rocha – Foto: Rafaella Arcuschin/Divulgação

Zonas de concessão

Na segunda-feira (19), o relator do texto, vereador Rodrigo Goulart (PSD), disse que seriam retiradas do projeto as “zonas de concessão”, territórios públicos que foram cedidos à iniciativa privada, como rodoviárias, e que, na versão aprovada na primeira votação, poderiam ter regras específicas para construções, diferentes da vizinhança.

As chamadas “zonas de concessões” são áreas que poderão abrigar atividades que, “por suas características únicas, foram cessionadas ou estão com projetos para esse fim, e necessitem disciplina especial de uso e ocupação do solo”.

“Quando se cria uma zona de concessão, o Poder Público abre mão de controlar o uso e a ocupação daquele espaço, o que é o contrário do que a Constituição determina, que municípios devem regrar sobre o uso e aplicação do solo. Espero que [as zonas de concessão] não sejam nem permitidas”, alerta a coordenadora do Instituto Pólis, Margareth Uemura.

Para Paula Santoro, coordenadora do LabCidade, a concessão pode deixar áreas urbanas inacessíveis para a população. “E destrói a memória e a possibilidade de outras formas de vida e de morar, como, por exemplo, os territórios negros em áreas bem servidas de infraestrutura, ameaçados pela verticalização, e que exige uma substituição tanto de tipologia habitacional, como de população”.

Paula lembra ainda de outras questões esquecidas na revisão do PDE. “Não fala de questões ambientais. Não se propõe a enfrentar as mudanças climáticas, que é uma agenda mundial, e ainda promove a verticalização em lugares, por exemplo, que alagam e não têm a mínima infraestrutura ambiental para suportar esse adensamento”.

Na avaliação da professora Viviane Rubio, o substitutivo não contempla os objetivos de um Plano Diretor. “A Câmara Municipal tirou da ‘manga do colete’ um projeto de lei substitutivo, onde estão alteradas não só aqueles artigos já definidos após o debate público, mas algumas alterações que ferem os objetivos e diretrizes do PDE de 2014 que não estão em revisão, como se elaborassem outro plano”.

Outorga onerosa

A revisão do PDE cria ainda uma nova forma de pagamento da outorga onerosa, uma taxa paga pelas empreiteiras para construir acima do limite básico. A nova proposta é substituir o pagamento em dinheiro por obras de mobilidade, drenagem e habitação. Atualmente, os valores da outorga onerosa vão para o Fundo de Desenvolvimento Urbano de São Paulo (Fundurb), usado para investimentos da prefeitura em obras. Na opinião da Margareth Uemura, a fiscalização das obras realizadas ficará pendente.

“Quando o recurso vai para o fundo, existe uma certa garantia de que o recurso está sendo discutido e destinado. Quando não se passa mais pelo Fundurb, começa a ter um espaço que é nebuloso, que não é mais transparente e democrático. E, se essa obra é feita no mesmo local onde o empreendimento é realizado, se sobrevaloriza o empreendimento que já ganhou valor”, alerta.

O relator do projeto disse, na segunda-feira, que parte do texto já aprovado no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb) também será alterado.

Outro lado

São Paulo (SP), 31/05/2023 - Movimentos sociais de moradia participam da votação do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Movimentos sociais por moradia participam da votação do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em nota enviada à Agência Brasil, a Câmara de Vereadores de São Paulo informou que, desde a chegada do projeto de lei da prefeitura, deu ampla transparência ao processo de revisão.

“Foi criado um site exclusivo [saopaulo.sp.leg.br/revisaopde] e feitas mais de 50 audiências públicas para ouvir a população. O texto substitutivo, quando foi apresentado, também foi lido em plenário, publicado e está sendo debatido em outra série de audiências. Portanto, não há como negar que a Câmara está sendo extremamente transparente. Fato que corroborou com a decisão da Justiça de não paralisar o andamento dos trabalhos”, diz a nota.

No fim de maio, uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público pediu estudos técnicos sobre a revisão do Plano Diretor de São Paulo e a suspensão temporária da tramitação da revisão do PDE. Os promotores sugeriram mais debate sobre as mudanças e que a Câmara Municipal suspendesse o trâmite do Projeto de Lei 127/2023 e de seu substitutivo. No entanto, a juíza Maricy Maraldi, da 10ª Vara da Fazenda Pública, indeferiu o pedido no dia 5 de junho. A juíza considera que o trâmite do projeto segue a lei.

Quanto às críticas de urbanistas e entidades civis de que o texto atende aos interesses das corporações imobiliárias, a Câmara disse que ouviu vários setores. “A Câmara e a Comissão de Política Urbana entendem que o setor imobiliário é parte da sociedade e, portanto, também pode ser ouvido no processo de revisão. Inúmeras colaborações ao texto substitutivo vieram das audiências públicas e da sociedade, como a expansão do Parque Burle Marx, demanda popular de cerca de dez anos”.

Além disso, diz a nota, “novidades como o Plano Municipal de Praças, a criação de dois Territórios de Interesse Cultural e da Paisagem, para preservação do bairro do Bexiga e também das nossas represas, e os incentivos para a Habitação de Interesse Social para famílias de baixa renda demonstram as muitas vozes que foram ouvidas durante o processo”.

Já a Prefeitura de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentará o tema, uma vez que a discussão, no momento, está no âmbito do Legislativo.




Fonte: Agência Brasil

PF busca líderes de quadrilha que registrava falsos médicos


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a segunda fase da operação que busca desarticular uma quadrilha especializada em falsificar diplomas e históricos escolares de cursos de medicina, para inscrever falsos médicos em conselhos regionais da categoria.

Cerca de 30 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Silva Jardim (RJ), Saquarema (RJ) e Montes Claros (MG). Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

O esquema foi descoberto quando duas pessoas foram presas em flagrante, em abril de 2022, ao tentar obter registros profissionais no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, com diplomas e históricos escolares falsificados.

A partir das investigações iniciadas com esse flagrante, foi realizada a primeira fase da operação, em fevereiro de 2023, que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema criminoso, que incluía duas clínicas médicas.

Em continuidade a essa ação, a PF busca hoje os líderes da organização criminosa, para desarticular a atuação em diversos estados do país, além de identificar mais falsos médicos e também profissionais de outras áreas que estejam atuando a partir das fraudes realizadas pela quadrilha.

Os crimes investigados pela polícia são os de falsificação de documento público (Art. 297 do Código Penal), com pena de dois a seis anos de reclusão e multa, e uso de documento falso (Art. 304 do Código Penal), para o qual estão previstas as mesmas sanções.

A operação de hoje foi nomeada de Catarse II, por dar sequência à Catarse I. O termo foi escolhido por sua origem filosófica, com o significado de limpeza ou purificação pessoal.




Fonte: Agência Brasil