Acidente entre carro e caminhão deixa uma pessoa ferida na Rodovia Júlio Budiski, em Irapuru




Ocorrência foi registrada na madrugada deste sábado (28). Pessoa fica ferida após acidente na Rodovia Júlio Budiski (SP-501), em Irapuru (SP)
Arquivo/g1
Uma pessoa ficou levemente ferida, na madrugada deste sábado (28), após uma colisão lateral entre um carro e um caminhão, no km 73,400 da Rodovia Júlio Budiski (SP-501), em Irapuru (SP).
Conforme informações da Polícia Rodoviária, após a colisão entre os dois veículos, a vítima, que estava no carro, foi socorrida ao Pronto-Socorro de Junqueirópolis (SP).

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Fonte: G1

Incêndio atinge residência no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada na manhã deste sábado (28) e o Corpo de Bombeiros conteve as chamas. Incêndio atinge residência no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente (SP)
Eder Hernani de Paula/Cedida
Uma residência pegou fogo, na manhã deste sábado (28), no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada por volta das 6h e as chamas já foram combatidas. Não houve vítimas.
Conforme uma testemunha que passava pelo local, as pessoas que moram no bairro ficaram assustadas com o fogo e acionaram o Corpo de Bombeiros.
As causas do incêndio serão apuradas.
Incêndio atinge casa no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente (SP)
Marcio Livramento Cardoso Paz/Cedida

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Fonte: G1

Carnaval 2023: desfile dos megablocos no Rio começa em 4 de fevereiro


Os blocos chamados de mega, por costumarem reunir mais de 100 mil pessoas nos desfiles do pré-carnaval e do carnaval do Rio de Janeiro, estão terminando os preparativos para se encontrarem novamente com os foliões. Na fase pré-carnaval, a programação dos oito megablocos, um recorde no carnaval carioca, começa em 4 de fevereiro com o Carrossel de Emoções. No dia seguinte, tem a estreia do Bloco da Lexa. O Chora me Liga vai reunir os foliões no dia 11 e o Bloco da Preta, no dia 12.

Já no carnaval, como nos anos anteriores à pandemia, o sábado (18 de fevereiro) é do Cordão da Bola Preta, que tradicionalmente costuma receber mais de 1 milhão de foliões. Na terça de carnaval (21), será a vez do Fervo da Lud. As apresentações se estendem até depois do chamado período momesco. Encerrando a agenda dos megablocos, o Bloco da Anitta se apresenta no sábado (25) e o Monobloco fecha os desfiles no domingo (26).

Produção

De acordo com a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), a prefeitura da capital não fez repasses direto de dinheiro para os blocos que vão desfilar no carnaval de 2023. No entanto, os custos operacionais de infraestrutura previstos nos itens do Caderno de Encargos do Carnaval de Rua do Rio serão cobertos pelo valor de R$ 39 milhões captado por patrocínio. A publicação do Caderno de Encargos para a manifestação do interesse de empresas na prestação do serviço foi em agosto, e a Dream Factory é a responsável por produzir o carnaval de rua do Rio.

Com isso, os megablocos não precisarão gastar nada com a montagem de postos de saúde; disponibilidade nos locais de desfile de banheiros químicos e sanitários para pessoas com deficiência (PCDs); cercamento das áreas de desfile e para a proteção de monumentos; torres de monitoramento; agentes terceirizados de trânsito; painéis de mensagens variadas; e serviço de limpeza. O esquema para todos os desfiles de blocos autorizados pela prefeitura prevê a instalação de 34 mil banheiros químicos, sendo 10% para pessoas com deficiência. Esse número estará espalhado nos trajetos por onde passarão os mais de 400 blocos do carnaval de rua deste ano, incluindo as áreas dos megablocos.

Estrutura

Com custos elevados, a pesada estrutura de apresentação dos megablocos se vale de recursos obtidos com a iniciativa privada. Os patrocínios de grandes marcas são responsáveis por parte da receita, que é fortalecida ainda por eventos durante o ano, como festas de casamento, aniversários, reuniões corporativas e festejos em cidades no interior do Rio, com valores que são repartidos com os músicos e com as agremiações. Presidente do Bola Preta, Pedro Ernesto Marinho disse à Agência Brasil que a situação financeira do bloco, que já não estava equilibrada, foi impactada pela pandemia. O que garante agora a tradicional agremiação é o patrocínio e parcerias que são acertados depois da formatação de um projeto para o carnaval.

Produção

Já a produção dos desfiles, segundo Pedro Ernesto, é feita pela Liga Amigos do Zé Pereira, à qual o Bola é associado e que organiza até o projeto para acertar os patrocínios e parcerias. “O Bola Preta não consegue sair mais com as suas próprias pernas, com recursos próprios, então temos que buscar parcerias e patrocinadores e tudo isso tem um projeto que precisa ser feito primeiro, e ele é preparado pela Liga dos Amigos do Zé Pereira. A partir do momento em que viabiliza, começa um trabalho no campo das providências para montar o desfile para o carnaval”, disse.

O bloco, que já teve 20 empregados fixos, atualmente tem apenas um que atua como fiscal de um sítio do Bola na serra de Petrópolis. Nem mesmo os músicos da orquestra, sempre um destaque nos desfiles, têm contrato. Pedro Ernesto contou que os músicos do Bola, fora o carnaval, têm atividades particulares, como pedreiros, lanterneiros e muitos deles são militares reformados que fizeram parte de bandas da Polícia Militar, dos bombeiros, da Marinha, do Exército e da Guarda Municipal.

“Quando tem trabalho, a gente convoca e eles vêm e a vida segue, só que eles têm uma ligação emocional muito grande com o Bola Preta. Tem músico que está há 40 anos no Bola Preta”, contou, acrescentando que na apresentação de carnaval todos são remunerados.

Para o presidente do Bola, o carnaval de 2023 tem tudo para ser inesquecível. “Por conta de ficarem dois anos sem carnaval, as pessoas estão ansiosas. Creio que vamos ter um grande carnaval, com recorde de foliões nas ruas. O que a gente quer é que, por maior que seja, seja sempre um carnaval de paz, tranquilidade, de respeito ao próximo, ao seu semelhante, principalmente os homens respeitando as mulheres. O não é não!”, completou.

O Chora me Liga tem dez empregados fixos contratados, mas, para trabalhar no escritório que, durante o ano, organiza outros eventos como apresentação da banda do bloco. Para isto são contratados 25 músicos, além de cantores. Na época do carnaval, há contratação de temporários, que, segundo o fundador Marcelo Vital, em 2023, chegarão a 500 pessoas.

“Para viabilizar o bloco, a gente realiza ensaios e, ao longo do ano, vende as apresentações para eventos corporativos, casamentos e festas de final de ano.” Segundo ele, os recursos oriundos desses eventos, somados ao apoio do patrocinador, pagam parte das despesas do bloco. “O resto a gente desembolsa”, afirmou à Agência Brasil.

Vital também retrata a dificuldade dos blocos causada pela pandemia, mas acredita que, após o período de ausência dos desfiles em 2023, haverá mais animação. “Acho que as pessoas estão ansiosas pelo carnaval. Elas já não têm carnaval há dois anos e vão descontar este ano.”

Concentração

A concentração dos megablocos, em cada dia de apresentação, é às 7h, na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio. Os desfiles começam às 8h e seguem até o meio-dia. De acordo com a Riotur, “o circuito completo ainda não foi definido, mas devem ser feitas pequenas alterações no trajeto, que tradicionalmente passa pela Avenida Presidente Antônio Carlos [centro da capital], para facilitar a logística na hora de dispersão do público”.

Público

A Riotur estima que neste ano as ruas da capital vão receber um público de 5 milhões de pessoas. Inicialmente, a previsão é que sejam realizados 456 desfiles. O número, no entanto, pode mudar, porque  os cortejos dependem de autorizações de órgãos públicos e da confirmação dos próprios blocos inscritos.

Segundo a Riotur, este ano 613 blocos de todos os tamanhos pediram autorização para desfilar. Em 2020, último carnaval antes da pandemia, foram 754 pedidos e 427 desfilaram. Este ano, a prefeitura ajustou a logística da festa e reduziu o número de desfiles na zona sul, que foram remanejados para outros pontos da cidade, resultando num número menor do que em 2020. Naquele ano, foram 110, e agora serão 94 desfiles pela região.

Patrulhamento

A expectativa é que a Polícia Militar divulgue oficialmente o esquema de segurança para o Carnaval 2023 na próxima semana, mas já está certo que o patrulhamento será reforçado, e que a polícia vai montar um bloqueio para revistas dos foliões nas áreas próximas aos locais onde desfilarão os megablocos e no Sambódromo, como ocorreu no réveillon.




Fonte: Agência Brasil

Parques de SP têm programação especial de Verão no fim de semana


Três parques do estado de São Paulo terão programações especiais para o final de semana como parte do programa Verão nos Parques 2023. No Parque Estadual Manoel Pitta, a Exposição de Caça-palavras – Saiba mais sobre a fauna do parque estará aberta nos dias 28 e 29, entre 10h e 15h. Já no dia 29, a atividade Onde vai o lixo? – Saiba como descartar corretamente os resíduos será realizada no Parque Ecológico do Guarapiranga, às 10h. No Parque Ecológico da Várzea do Embu-Guaçu – Professor Aziz Ab’Saber, a oficina de quadro orgânico, que é uma tela feita com folhas e flores obtido por uma breve caminhada pelo parque, inicia às 10h e tem previsão de término às 14h.

O objetivo do programa Verão nos Parques 2023 é estimular a conscientização ambiental, com uma agenda variada que se estende até o dia 26 de março, com atividades gratuitas. Estão na agenda palestras, oficinas, trilha sensorial, mostra de cinema, teatro de fantoches e jogos elaborados com materiais reaproveitados. São mais de 120 atividades de temática socioambiental previstas para ocorrer nos 13 parques urbanos estaduais. Não é necessário o agendamento prévio.

“Abertas a interessados de todas as faixas etárias, as oficinas proporcionarão ao público o contato com temas de preservação da fauna e flora locais, a reutilização de materiais, e, também, hidrologia, geologia, comunidades tradicionais, artes e saúde pública”, informa a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), organizadora do projeto.

Para conhecer a programação completa das atividades dos parques, basta acessar aqui.




Fonte: Agência Brasil

Carnaval: Bombeiros vetam Sapucaí para ensaios técnicos


O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro vetaram  a liberação da pista do sambódromo da Marquês de Sapucaí para os ensaios técnicos para o Carnaval 2023. A vistoria foi realizada na noite desta sexta-feira (27) após a Justiça determinar  que o município do Rio e a Empresa de Turismo do Rio (Riotur) informem e comprovem, no prazo de 24 horas o cumprimento das exigências do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para a realização dos ensaios técnicos.

O veto tem caráter imediato pois a pista não apresenta as condições mínimas de segurança. Na vistoria foram detectados defeitos nos volantes de acionamento dos hidrantes dos setores 5, 6 e 9, além da corporação não encontrar conectores e mangueiras em nenhum dos setores da Passarela do Samba.

O pedido de liminar que resultou no veto do sambódromo foi apresentado em ação popular ajuizada no início da tarde desta sexta-feira por um advogado.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do prefeito Eduardo Paes e também com a Riotur, responsável pela organização do Carnaval, mas não se manifestaram até o fechamento da matéria.

Os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí começaram no dia 14 de janeiro, com as escolas de samba da Série Ouro se apresentado nos sábados e as do Grupo Especial aos domingos. Neste sábado (28) e neste domingo (29) havia ensaios técnicos de quatro escolas marcadas para o sábado e de duas para o domingo.

* Colaborou Douglas Corrêa




Fonte: Agência Brasil

Carnaval: Riotur deve apresentar exigências para ensaios técnicos


A juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que o município do Rio e a Empresa de Turismo do Rio (Riotur) informem e comprovem, no prazo de 24 horas, a partir de sua intimação, o cumprimento das exigências do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para a realização dos ensaios técnicos das escolas de samba do Grupo Especial e da Série Ouro (antigo grupo de acesso) na Passarela do Samba, na Marquês de Sapucaí.

O pedido de liminar foi apresentado em ação popular ajuizada no início da tarde desta sexta-feira (27) por um advogado. O autor da ação pretende, liminarmente e, em caráter definitivo, a proibição da realização de ensaios técnicos para os desfiles de escola de samba na Marquês de Sapucaí a partir deste sábado (28), considerando a suposta ausência de autorização do Corpo de Bombeiros.

Na decisão, a juíza Mirela Erbisti, informa que o autor alega que neste ano a ausência de autorização se repete, o que, entretanto, ainda carece de contraditório. A magistrada informa que o que consta dos autos não é suficiente para concluir que inexiste a autorização em questão. “Intime-se os réus por para que informem e comprovem em 24 horas o cumprimento das exigências do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Sem prejuízo, citem-se e dê-se ciência ao Ministério Público”, escreveu a juíza em seu despacho.

A  Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do prefeito Eduardo Paes e também com a Riotur, responsável pela organização do Carnaval, mas não se manifestaram até o fechamento da matéria.




Fonte: Agência Brasil

Governo anuncia sistema interministerial de participação social


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve lançar, no dia 31 de janeiro, o Conselho Brasil de Participação Social, composto por entidades que estiveram no Gabinete de Transição do Governo, e também o Sistema Interministerial de Participação Social. O anúncio foi feito hoje (27) pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, no Fórum Social Mundial.

O ministro integrou a mesa Democracia Participativa e Controle Social. A pasta será a responsável pelo sistema de participação do governo Lula. Macedo destacou que pretende passar os próximos quatro anos ouvindo os movimentos sociais e a população, “para o povo colocar suas impressões digitais nas políticas públicas do presidente Lula”.

Márcio Macedo, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, participa do painel “Democracia Participativa e Controle Social” no Fórum Social Mundial

Márcio Macedo participa do painel Democracia Participativa e Controle Social no FSM- Tânia Rego/ Agência Brasil

“Nós não queremos os movimento sociais como correia de transmissão do governo, apenas para transmitir para a população as políticas públicas. Nós queremos participação e controle social de fato. Também queremos criar as bases para fazer o orçamento participativo, mas isso é mais complicado a nível federal”.

Macedo citou o exemplo do orçamento participativo feito em Porto Alegre na época em que o petista Olívio Dutra foi prefeito. Também lembrou da interrupção dos mecanismos sociais do país a partir do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016.

“A nossa história é marcada por momentos autoritários e de democracia. A nossa jovem democracia marcada por pacificações sociais, que foram a base para a Constituição de 1988. Elas são o marco dessa democracia participativa, que foram implementadas e incentivadas nos governos Lula e Dilma, e interrompido pelo golpe”.

Macedo anunciou também a retomada do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), órgão ligado à Presidência da República e extinto em 2019, pelo governo de Jair Bolsonaro.

Conselhos

O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Marcelo Kunrath Silva, integrante do Grupo de Pesquisa Associativismo, Contestação e Engajamento (Gpace) lembrou que os organismos de participação e controle social foram continuamente desmontados desde 2016, mas que nunca houve um engajamento forte da população como um todo para ocupar esses espaços da democracia participativa.

Marcelo Krunrath Silva, do GPACE/UFRGS, participa do painel “Democracia Participativa e Controle Social” no Fórum Social Mundial

Marcelo Krunrath lembra que os organismos de participação e controle social foram desmontados, por Tânia Rego/ Agência Brasil

“A questão da participação, todos nós concordamos que é importante. Mas qual é a participação que a gente quer? Porque o desmonte que o governo Bolsonaro promoveu dos espaços participativos não teve praticamente nenhuma resposta dos setores sociais, para além dos atores envolvidos. Não houve clamor pela participação social. Portanto, há a necessidade de se disputar o local da participação social e debater o papel dela no projeto político de esquerda”.

A militante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) Eliane Martins destacou a importância de se investir na formação política de base e na prática da participação nas políticas públicas, começando localmente, para se alcançar o controle social que se almeja.

Eliane Martins, representante da Frente Nacional Democratização da Comunicação APIB, fala no painel “Democracia Participativa e Controle Social” no Fórum Social Mundial

Eliane Martins defende a formação política- Tânia Rego/ Agência Brasil

“Vamos ter que construir mediações para ter condições de criar o terreno da participação. Temos que pensar diretrizes: preparar a militância para a luta eleitoral e popular combinadas em suas contradições. É militância na rua, feita em conjunto, uma construção coletiva sem homens brancos no comando, temos que ter pensamentos novos. Vamos abrir um comitê popular em cada esquina, sobre o tema que a gente quiser. Sem pressa e sem pausa vamos reconstruir o Brasil com o povo brasileiro”.

EBC

Integrante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Edmirson Medeiros ressaltou a importância de se restituir imediatamente o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O órgão foi um dos primeiros a serem extintos por Michel Temer, assim que assumiu e presidência da República em 2016.

“Nós precisamos da restituição imediata do Conselho Curador da EBC. Ele é prioritário, para que o Brasil tenha uma comunicação pública de verdade. A participação social na EBC representa tudo o que a gente quer, com todas as regiões, etnias, movimentos, para que todos possam colocar sua voz dentro do conselho. É inadmissível que estamos no dia 27 de janeiro e o conselho não tenha sido refeito”.

Medeiros lembrou das intervenções feitas na EBC pelo governo Temer e aprofundadas no governo Jair Bolsonaro, como a unificação das grades da TV Brasil, de caráter público, com a TV NBR, de comunicação governamental, além de censura e outras modificações nas grades das emissoras de rádio e da Agência Brasil.

“A sociedade civil está aguardando com muita ansiedade esse processo. Sabemos que tudo é prioritário, tem saúde, educação, segurança alimentar. Mas através da comunicação vamos estar conquistando corações e mentes nesse país, como aconteceu com o fascismo”, afirmou Medeiros.




Fonte: Agência Brasil

Samarco deverá compensar cidades por paralisação da Usina de Candonga


Paralisada desde o rompimento da barragem da mineradora Samarco em novembro de 2015, a Usina de Candonga não deve retomar o funcionamento antes de dezembro. A interrupção das atividades da hidrelétrica por mais de sete anos vem afetando a arrecadação de dois municípios mineiros: Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado. Para compensar os prejuízos, a Justiça Federal determinou que a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton passem a efetuar pagamentos mensais.

Localizada em Mariana (MG), a barragem que se rompeu liberou 39 milhões de metros cúbicos de rejeito que escoou pela bacia do Rio Doce, até a foz no Espírito Santo. Dezenove pessoas morreram e dezenas de municípios foram afetados. Os impactos ambientais teriam sido ainda maiores se a Usina de Candonga, como é popularmente conhecida a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, não tivesse atuado como uma barreira. Estima-se que cerca de 10 milhões de metros cúbicos de rejeito tenham sido retidos dentro do seu reservatório.

Situada nos limites entre Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado, a Usina de Candonga é administrada por um consórcio no qual o quadro de controladores tem a Vale como figura principal. Ela responde diretamente por 50% e os outros 50% pertencem à Aliança Energia, uma joint-venture formada pela própria mineradora (55%) e Cemig (45%). Além de poluir a água e afetar a capacidade de armazenamento do reservatório, a lama também provocou estragos nas turbinas.

Com a paralisação das atividades, a Usina de Candonga deixou de recolher dois tributos que beneficiavam ambos os municípios: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CIFURH), que é considerada como royalties da energia elétrica.

Acordo

Em março de 2016, quatro meses após a tragédia, as três mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo assinaram um acordo que ficou conhecido como Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). Ele estabeleceu 42 programas de reparação, um deles voltada especificamente para o desassoreamento e para a completa recuperação do reservatório da Usina de Candonga.

Conforme previsto no acordo, para administrar todos os programas, foi criada a Fundação Renova. Embora seja mantida com recursos das três mineradoras, ela tem uma direção própria. Sua atuação, no entanto, tem sido alvo de questionamentos judiciais do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Ministério Público Federal (MPF) e de entidades que representam os atingidos. Eles consideram que a estrutura de governança não assegura a autonomia da Fundação Renova perante as mineradoras. Diante das divergências em torno das medidas de reparação, tiveram início no ano passado tratativas para um novo acordo. Até o momento, não houve sucesso.

No caso da Usina de Candonga, o TTAC previa a conclusão da dragagem dos primeiros 400 metros do reservatório até 31 de dezembro de 2016. A Samarco adquiriu uma fazenda em Rio Doce para dispor o rejeito dragado de forma sustentável. O prazo do TTAC, no entanto, não foi cumprido.

Questionado pelo MPMG na época, a Samarco se justificou dizendo que o assoreamento dificultava o acesso das dragas, já que havia excesso de rejeitos e baixo nível de água. O consórcio que administra a Usina de Candonga mantinha suas comportas abertas pelo temor de que a estrutura projetada para armazenar água pudesse entrar em colapso com a presença do rejeito de mineração.

Diante da situação, um novo acordo foi costurado em cima de estudos que deram segurança para que o nível de água fosse elevado até três metros de altura. O trabalho, no entanto, seguiu um ritmo lento e novos prazos pactuados foram descumpridos. Em 2020, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chegou a informar que multas por sucessivos descumprimentos de prazos somavam R$ 46 milhões. Em seu site, a Fundação Renova sustenta que a limpeza do reservatório é uma operação complexa e que “entre priorizar cumprimento de prazo, segurança ou cuidados com o meio ambiente, sempre optará pela segurança e a proteção ambiental”.

Segundo cálculo apresentado pelos municípios em ação movida no ano passado, Rio Doce deixou de arrecadar, desde o rompimento, R$ 24,7 milhões e Santa Cruz do Escalvado R$ 24,2 milhões. O ressarcimento de todo este montante ainda será discutido. Por ora, a Justiça Federal concedeu liminar para que as mineradoras e a Fundação Renova façam depósito mensal levando em conta a média calculada conforme parâmetros e critérios técnicos.

A decisão foi assinada pelo juiz Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar e, caso não seja revertida, os pagamentos devem ser realizados até que a Usina de Candonga retome seu funcionamento. Chamado a se posicionar no processo, o MPF manifestou-se favoravelmente ao pleito dos municípios.

A título de CFURH, Rio Doce deve receber R$ 58,8 mil e Santa Cruz do Escalvado R$ 51 mil. Já o ICMS será apurado mês a mês com base na arrecadação do estado, que é repartida entre os municípios segundo parâmetros pré-estabelecidos. Uma simulação referente à agosto de 2018 foi incluída no processo: naquele mês Rio Doce receberia R$ 156,3 mil e Santa Cruz do Escalvado R$ 161,5 mil. Procurada pela Agência Brasil, as mineradoras não se manifestaram. A Fundação Renova informou que irá se posicionar nos autos do processo.

Repasses

Mesmo após o rompimento da barragem, a Usina de Candonga recebeu repasses por meio do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) como se estivesse operando. Administrado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o MRE é um sistema criado para mitigar os riscos econômicos das hidrelétricas ocasionados pela escassez de chuvas.

A Aneel chegou a suspender os repasses, mas a Usina de Candonga obteve uma decisão judicial de primeira instância favorável e os pagamentos foram retomados. Em manifestações judiciais em 2020, a Aneel indicou que a situação já havia gerado um prejuízo superior a R$ 420 milhões às demais hidrelétricas que compõe o MRE e que cerca de 30% desse total acaba sendo repassado gradativamente aos consumidores por meio da conta de luz. Também sustentou que, enquanto recebe os valores, o consórcio que opera a usina “não tem sido diligente na retomada da operação comercial”.

Em outubro de 2021, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), composta por 15 ministros, determinou o fim dos repasses. Por unanimidade, foi aprovado o voto do relator Humberto Martins. Segundo ele, a manutenção dos pagamentos traria prejuízo econômico aos consumidores e beneficiaria indiretamente a Vale, que é simultaneamente uma das controladoras da Usina de Candonga e da Samarco, responsável pelos danos ambientais.​​​​​​​​​




Fonte: Agência Brasil

Pesquisa aponta aumento no preço dos artigos de limpeza em supermercados de Presidente Prudente




Produtos como desinfetante e sabão em pó subiram 20,07% e 18,66%, respectivamente, no comparativo com o mês anterior. Pesquisa aponta aumento no preço dos artigos de limpeza em supermercados de Presidente Prudente (SP)
Pixabay/Divulgação
Os artigos de limpeza estão 6,18% mais caros nos supermercados de Presidente Prudente (SP). Foi o que apontou uma pesquisa de preços realizada em sete estabelecimentos da cidade na segunda quinzena de janeiro e divulgada nesta sexta-feira (27).
O foco vai para o desinfetante (fragrância pinho/500ml), que sofreu um acréscimo de 20,07%, e para o sabão em pó (1kg), com aumento de 18,66%, segundo o Índice de Preços Toledo (IPT).
Mantendo a tendência de alta, o grupo “higiene pessoal” apresentou uma inflação de 5,16%, com destaque para o papel higiênico (4 unidades 30m/folha simples), que teve aumento de 13,77%, e para o creme dental (90g), com alta de 12,88%.
Clique aqui e veja a íntegra da pesquisa.
Por fim, o grupo “alimentos” apresentou uma queda de 0,12%. A cebola (kg) teve diminuição de 42,08% no preço e o tomate (kg), um decréscimo de 20,64%.
A pesquisa ainda apontou uma inflação de 0,73% no valor da cesta básica em Presidente Prudente. Portanto, o consumidor que gastava R$ 1.010,71 para comprar a cesta básica do IPT, hoje gasta, em média, R$ 1.018,11 no comparativo com a segunda quinzena do mês anterior.
Devido às promoções, variedades e disponibilidades de produtos nos estabelecimentos, alguns apresentaram uma considerável diferença de preços entre os locais pesquisados.
O absorvente aderente (8 unidades), por exemplo, variou entre R$ 1,49 e R$ 5,99, resultando numa diferença de 302,01%. Já o vinagre (750ml), foi de R$ 1,49 a R$ 3,69, uma diferença de 147,65%.
A concorrência entre os supermercados dá ao consumidor a oportunidade de economizar até 61%, pois comprando uma unidade de cada produto pelo maior preço, ele gastaria R$ 467,06. Já se a sua compra fosse feita pelo menor preço, o total gasto seria de R$ 290,56, economizando, assim, R$ 290,36.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Boate Kiss: trauma psicológico persiste entre sobreviventes


O sorriso no rosto não mostra as marcas internas de uma das sobreviventes do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, há dez anos. A gaúcha Cristiane Clavé, de 36 anos, estava na casa noturna para comemorar um aniversário e, na dramática noite, perdeu 15 amigos. Sem cicatrizes visíveis, Cristiane não precisou ser internada, mas uma tosse persistente a fez procurar atendimento médico dois dias depois da tragédia.

“Fiz exames porque minha tosse não passava e, com isso, ficou constatada uma queimadura interna, no pulmão. Foi assim que comecei o tratamento no Centro Integrado de Atendimento às Vítimas de Acidentes (Ciava) e até hoje faço acompanhamento com o pneumologista. Fiz fisioterapia até o final do ano passado, agora estou conseguindo fazer natação e outras atividades físicas”, conta Cristiane. “O tratamento será para o resto da vida. A cada três meses, volto ao centro para uma série de exames.”

O Ciava é um núcleo do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), criado após a tragédia na casa noturna. O hospital foi o primeiro ponto de atendimento e entendeu que precisaria reunir diversos profissionais para que o tratamento fosse adequado às vítimas. O centro atendeu 602 vítimas do incêndio em um conjunto multidisciplinar com pneumologistas, psiquiatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e outros. Atualmente, 25 pacientes que estavam na boate na noite do incêndio são acompanhados pelo centro.

Segundo Cristiane, os profissionais do Ciava prestam um atendimento cuidadoso e fraternal com os pacientes. Na avaliação de Cristiane, muitos médicos foram aprendendo a lidar com situação das vítimas e ajustando o tratamento às necessidades individuais.

“Os primeiros profissionais que me atenderam me tratavam como filha. Uma das médicas explicava tudo o que estava acontecendo comigo, quais procedimentos estavam sendo feitos. Eles me falavam que o que acontecia era algo complicado também  para eles porque, até então, ninguém havia passado por situação semelhante. Até a medicação foi sendo adaptada ao longo do tempo, pois fazíamos testes, muitos exames, raios x – tudo para avaliar se havia necessidade de alterar a dose de alguma medicação”, lembra Cristiane.

Drama

Ela conta que estava em frente ao palco onde a banda tocava e, pouco antes do início do incêndio, saiu para ir ao banheiro com uma amiga. Ao voltar, viu fumaça e o que imaginava ser uma confusão. Quando entendeu a gravidade da situação, tentou sair da casa noturna tampando olhos, boca e nariz, mas a fumaça tóxica atingiu seu pulmão.

“Não imaginei que fosse fogo, parecia uma briga. Logo em seguida, vi o palco pegando fogo e um rapaz tentando apagá-lo com um extintor. Enquanto eu ia até a porta, a fumaça entrou pelo sistema de ar condicionado e chegou até a porta antes de nós. Então, quando chegamos à porta de saída, a fumaça já estava lá. Era uma fumaça preta e quente, e foi isso que atingiu meu pulmão, porque não tinha fogo [por onde passei]”, lembra. “Fiquei pouco tempo [envolvida] na fumaça, apenas no trajeto entre o palco e a porta de saída, mesmo assim o dano foi grave.”

Para a gaúcha, o trauma psicológico é um dos maiores pesos da noite do incêndio. A tragédia provocou a morte de 242 pessoas e até hoje nenhum réu foi responsabilizado.

“Ao meu lado estavam cinco meninas, chamadas de cinderelas. Todas morreram. Eu faço tratamento com psicólogo e psiquiatra, mas não consigo esquecer. Não tem um dia que eu não lembre o que passei. Agora, por exemplo, mesmo que eu não olhe para o calendário, meu corpo parece saber que está chegando [a data]. Há três semanas, eu tenho acordado todos os dias no mesmo horário, sem despertador. É no horário que o incêndio estava acontecendo”, descreveu. “Eu perdi muito a memória, o que me atrapalha no dia a dia, mas, daquele dia, eu lembro de tudo, de cada passo que eu dei”, acrescentou.

Cristiane diz que mantém a lembrança do que aconteceu em homenagem aos amigos que perderam a vida e que fala sobre o assunto para alertar as autoridades a não permitirem outro acidente dessa forma.

“Hoje eu falo para dar voz a quem não pode mais falar. Eu tenho um pulmão e um coração machucados. Muitas vezes, eu mal consigo caminhar porque me dá falta de ar, mas o pior é o sentimento. A tristeza de ter perdido pessoas e a sensação de não ter conseguido voltar e salvar um amigo que foi herói, ele já tinha saído e voltou para ajudar outras pessoas. Foi difícil, mas as pessoas têm que aprender para que isso não se repita.”

Ciava

A fisioterapeuta Anna Ourique chegou a Santa Maria três meses após a tragédia para ajudar no atendimento das vítimas do incêndio e, dez anos depois, continua trabalhando no centro.

Centro de atendimento integrado do Hospital Universitário de Santa Maria  à vítimas de acidentes que atendem sobreviventes da  tragédia da boate Kiss.

Atendimento  de  sobreviventes  que  tiveram  queimaduras  graves  foi  desafio  para profissionais de saúde – HUSM/ Divulgação

“[Naquela ocasião], o hospital começou a receber os pacientes que voltavam da internação em Porto Alegre, principalmente os queimados, já que aqui na cidade não havia centro de atendimento de vítimas de queimaduras. Esses pacientes precisavam continuar a reabilitação, muitos tinham problemas por ter inalado fumaça e questões respiratórias graves. Além disso, tínhamos aqueles com sequelas de queimaduras e, sabemos que, quando não tratadas, aderem à pele e impedem os movimentos das pessoas tirando toda funcionalidade”, explicou.

O volume de trabalho e a quantidade de pacientes eram desafiadores para os profissionais da linha de frente no atendimento. A demanda fez com que a equipe buscasse meios de atender a situação crítica.

“Em um primeiro momento após a tragédia, eu já sabia que teria um trabalho muito desafiador porque eram muitos pacientes para atender. Em hospitais, recebemos muitos pacientes, mas nunca ao mesmo tempo, mas, naquela situação, cada vez recebíamos mais pacientes e tendo que atender todos eles ao mesmo tempo. Foi uma experiência tanto profissional quanto pessoal que nos trouxe bastante crescimento. Tivemos que estudar muito”, ressaltou.

Segundo a fisioterapeuta, o aspecto emocional também é impactante para os profissionais de saúde. “Os pacientes vieram com uma carga psicológica bem intensa. Houve vítimas que foram com amigos para a boate e todos estes morreram. Outros perderam irmãos. O fisioterapeuta é o profissional mais próximo, porque atende o paciente mais vezes. Muitas vezes, aquela vítima conversa mais conosco do que com outros profissionais da equipe. Então, foi um desafio porque tínhamos que manter a firmeza para dar o suporte para esses pacientes, todos muito jovens”, disse Anna.

Legado

Na avaliação do superintendente do Hospital Universitário de Santa Maria, Humberto Palma, o Ciava é um legado do drama vivenciado pela população de Santa Maria. O centro ajudou no atendimento das vítimas do ataque à creche Gente Inocente, em Janaúba, em Minas Gerais, e de incêndios em Portugal.

Centro de atendimento integrado do Hospital Universitário de Santa Maria  à vítimas de acidentes que atendem sobreviventes da  tragédia da boate Kiss.

“Não tem como apagar a dor”, lamenta o superintendente do Hospital Universitário, Humberto Palma – HUSM Divulgação

“Não tem como apagar a dor. Não tem como apagar o sentimento. Mesmo que a gente não tenha um vínculo direto, um parente, sente essa dor. Porém, a partir disso, conseguimos criar algo que pudesse ajudar as pessoas, e o Ciava faz essa função, e esse foi o grande mérito que o hospital conseguiu: ter a força de colaborar com a sociedade”, enfatiza Palma.

Com dois livros publicados, o centro divulga os protocolos adotados com os pacientes para outros estados e realiza treinamentos online e presenciais. Segundo Palma, a perspectiva é que o conhecimento adquirido pelo centro seja repassado para outros hospitais universitários administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), do qual o Hospital Universitário faz parte.

“A ideia é que o Hospital Universitário de Santa Maria transfira o conhecimento para que outros hospitais universitários possam ter equipes com know-how suficiente para não ter que correr atrás naquele momento [pós-acidente], para que estejam preparados e em condições – tanto técnicas quanto emocionais, além de recursos físicos – para dar o suporte necessário. Acidentes, infelizmente, tragicamente, acontecem, e nós, dentro da função do atendimento em saúde, temos que estar preparados”, afirma.




Fonte: Agência Brasil