PAC: Iphan define 138 projetos de restauração de patrimônios culturais


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou nesta quinta-feira (5) que pretende usar os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deste ano para finalizar, até 2026, 138 projetos ou obras de recuperação de patrimônios históricos tombados. O Iphan ainda prevê edital para elaboração de 100 novos projetos.  

O novo PAC, lançado neste ano, destinou R$ 1,3 bilhão para ações do Ministério da Cultura. Desse total, 737 milhões foram destinados ao Iphan para ações de recuperação ou promoção do patrimônio cultural do país.

O patrimônio cultural de um país é formado por monumentos, sítios arqueológicos ou manifestações culturais que representam a identidade e memória de um povo, podendo ser material, como igrejas e outras construções com valor cultural, ou imaterial, como as manifestações religiosas e festivas do povo.

Ao todo, 17 estados serão beneficiados pelos 138 projetos. O estado com o maior número de projetos é Minas Gerais com 54, seguido por Pernambuco (12), pelo Maranhão (11), Rio Grande do Sul (9), pela Paraíba (9), por Sergipe (8) e pelo Rio de Janeiro (7). Parte dessas obras tem origem no PAC Cidades Históricas, lançado em 2013 e que não foi concluído por falta de recursos.

Em Santo Amaro (BA), por exemplo, deve ser restaurado o local que abriga o Bembé do Mercado, onde ocorre tradicional candomblé de rua, uma das mais importantes manifestações religiosas de matriz africana do país. Na cidade histórica de Ouro Preto (MG) estão previstas as restaurações de cinco igrejas e quatro capelas, entre elas, a Igreja de Bom Jesus de Matozinhos e a de São Francisco de Assis.

No Rio de Janeiro (RJ) estão previstas as restaurações do Palácio Gustavo Capanema, que hospedou o primeiro Ministério da Educação e Cultura (MEC) do Brasil, e do Museu da República e de seu Jardim Histórico. Em Olinda (PE), outra cidade tombada como patrimônio histórico e cultural, o PAC deve restaurar a Igreja de São Pedro e o Mosteiro de São Bento, entre outros prédios tombados.

Na avaliação do diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização Andrey Schlee, o PAC permite incluir o patrimônio na pauta do desenvolvimento da nação. “Isso para o Iphan, além de uma responsabilidade, é o reconhecimento de fato de que o patrimônio constrói o país e gera emprego e desenvolvimento”, destacou.

Novos projetos

Além desses 138 projetos definidos, o Iphan vai lançar, no dia 9 de outubro, edital com R$ 37 milhões de recursos do PAC para seleção de 100 projetos de recuperação de bens materiais tombados ou para o fortalecimento de bens imateriais registrados como patrimônio federal.

O edital ficará aberto até 10 de novembro para que governos estaduais e municipais, além de instituições públicas locais de preservação do patrimônio, possam propor projetos de recuperação de bens materiais ou promoção de patrimônios imateriais federais reconhecidos pelo Iphan.

O presidente do instituto, Leandro Grass, afirmou que a intenção é priorizar projetos com repercussão social e de construções com situação mais crítica.

“Que sejam obras com função social e cultural. Ou seja, com impacto social para esses territórios e essas comunidades. Além disso, serão considerados projetos com boas ideias de manutenção e conservação desses patrimônios. O estado do bem também será avaliado, priorizando aqueles em siatuação crítica de conservação”, destacou.

Os R$ 37 milhões são suficientes apenas para elaboração dos projetos. Segundo Grass, o Iphan terá que captar recursos para a execução desses projetos por meio do orçamento da União, de emendas parlamentares, da Lei Rouanet ou em parceria com estados e municípios.

Assistência técnica

Outra iniciativa liderada pelo Iphan e que já está em andamento em 20 cidades históricas do país é o programa de assistência técnica gratuita para moradores de centros históricos. O objetivo é auxiliar na preservação de casas localizadas em sítios históricos. O instituto destinou R$ 30 milhões para esse projeto.

“Em parceria com institutos e universidades federais definimos, junto aos moradores, os imóveis que precisam de assistência técnica para recuperação de fachadas, telhado, sistema hidráulico ou elétrico. A gente está apostando nisso como instrumento de popularização do patrimônio cultural”, afirmou Grass.




Fonte: Agência Brasil

ONS propõe medidas para enfrentar escassez hídrica na Amazônia


Diante da condição crítica de seca na qual se encontra a bacia do Rio Madeira, na Amazônia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou que os órgãos competentes “declarem a situação excepcional e temporária de escassez hídrica para a bacia”.

De acordo com o ONS, a medida é necessária em decorrência dos cenários de previsão meteorológicas que não indicam a melhoria desse panorama nos próximos dias. “Com isso, será possível implementar medidas efetivas urgentes que permaneçam garantindo o suprimento de energia na região”, disse o órgão em nota.

A recomendação foi feita durante a participação do ONS, na quarta-feira (4), na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

O ONS informou ainda que na busca de soluções preventivas, indicou “a retomada da disponibilidade das térmicas Termonorte I e II, instaladas em Porto Velho (RO), para complementação do atendimento ao horário de maior demanda de energia nas regiões Acre e Rondônia”.

Uma outra medida acertada na reunião do conselho é a realização de um estudo sobre resiliência climática do sistema elétrico dos estados do Acre, Rondônia e Amapá. A coordenação caberá à Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (SNTEP/MME), com o apoio do ONS e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“O objetivo desta iniciativa é ampliar a capacidade de manter o atendimento eletroenergético em futuros cenários de escassez hídrica e cheias extraordinárias na bacia do rio Madeira”, informou.

Conforme o ONS, ainda no encontro foi aprovada a terceira revisão do Plano de Substituição do Parque Gerador do Sistema Elétrico de Roraima, acelerando o processo de entrada em operação das usinas vencedoras do leilão da Aneeel e da integração de Boa Vista ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O ONS destacou que a severa seca em bacias da Região Amazônica, que resulta na mais grave estiagem nos estados do Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e Amapá é o motivo das decisões excepcionais. “O ONS reforça ainda o seu compromisso com a gestão equilibrada de recursos, considerando sempre nas suas decisões a manutenção da segurança do SIN e a minimização do custo global da operação”.




Fonte: Agência Brasil

Operação ajudará peregrinos que visitarão Aparecida no feriado


Começa nesta quinta-feira (5), e vai até 15 de novembro, a Operação Santuário Nacional de Aparecida 2023, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), destinada a fiscalizar, orientar e educar peregrinos de diversas partes do Brasil que se deslocam, pela Rodovia Presidente Dutra, rumo à cidade de Aparecida, em São Paulo, onde fica o santuário da padroeira do país.

Este ano, a operação, que até então era regional, integrará o calendário de Operações Nacionais da PRF, passando a contar com o reforço de policiais de outros estados. Com isso, diz a PRF, a operação será a maior já realizada na Via Dutra, rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

“Durante este mês de outubro a Rodovia Presidente Dutra recebe um aumento considerável no fluxo veículos, peregrinos e ciclistas em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Neste ano, soma-se ainda o trânsito do feriado prolongado que se inicia na quinta-feira dia 12 de outubro”, informou, por meio de nota, a PRF.

Uma das novidades deste ano é a instituição do “serviço de contador de pedestres”, instalado em um dos pedágios da Via Dutra. Por meio de inteligência artificial, o serviço contabiliza a quantidade de peregrinos que passarão em direção ao Santuário, dando à PRF, pela primeira vez, acesso a esse tipo de dado, que contribuirá para a implementação de políticas de segurança. Até então, a contagem ficava a cargo da concessionária que administra a rodovia.

Três bases móveis serão instaladas em pontos estratégicos da Dutra para prestar apoio e auxílio aos peregrinos. Também será instalada uma carreta, onde serão ministradas palestras e promovidas ações educativas para o trânsito. A carreta, adaptada com um cinema, ficará no estacionamento do Santuário.

Recomendações

Via Dutra

PRF divulga recomendações para motoristas e peregrinos que passarem pela Via Dutra – Charles de Moura/PMSJC

A Polícia Rodoviária Federal divulgou uma lista de recomendações a peregrinos e motoristas e lembra que, em caso de emergência, todos podem ligar para o 191.

As recomendações aos peregrinos são as seguintes: atenção redobrada, principalmente ao atravessar ruas; usar roupas claras e coletes refletivos; quando em grupos, andar em fila indiana; evitar o uso de celular ou outros equipamentos que possam causar distração; evitar caminhar à noite, quando a visibilidade é reduzida; fazer um planejamento prévio da viagem, programando os pontos de parada.

A PRF aconselha ainda os peregrinos a usar proteção solar; hidratar-se bem; estar sempre atento e não andar no leito da via.

Para os motoristas, as recomendações são: atenção redobrada à presença de pedestres; respeitar os limites de velocidade e sinalização da via; não usar celular durante a condução do veículo e não dirigir se tiver consumido bebida alcoólica.




Fonte: Agência Brasil

Veja as cidades do AM beneficiadas pela antecipação do Bolsa Família


Beneficiários de 55 municípios do Amazonas poderão sacar o Bolsa Família a partir do dia 18, independente do número do NIS. O governo federal e a Caixa anteciparão o pagamento em razão da forte estiagem que castiga a Amazônia.

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (4) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em visita a Manaus. Ao todo, cerca de 500 mil pessoas no Amazonas, no Acre e em Rondônia foram afetadas pela seca extrema.

O pagamento do Bolsa Família acontece nos últimos dez dias úteis de cada mês e os beneficiários realizam o saque de acordo com o número final do NIS. A retirada antecipada agora contempla beneficiários dos municípios amazoneneses que tiveram estado de emergência decretado pelo governado estadual. São eles:

Alvarães, Amatura, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Itapiranga, Japurá, Juruá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Iça, Sao Paulo de Olivença, Sao Sebastiao do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini, Urucará e Urucurituba.

As famílias que recebem o benefício em conta Poupança Social Digital, poderão movimentar os valores pelo aplicativo Caixa Tem, sem necessidade de ir até uma agência. Com ele, é possível fazer saques nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento, por meio da geração de token diretamente no aplicativo.

Com o cartão de débito virtual do Caixa Tem também é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos, por meio de maquininhas de cartão. O beneficiário ainda tem a opção de fazer transferências por PIX, além de realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas.

Já com o cartão do programa Bolsa Família é possível receber o benefício nas unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. Caso o beneficiário não possua o cartão, os valores podem ser sacados nas agências da Caixa, com a apresentação de documento de identificação com foto.




Fonte: Agência Brasil

Irmã de médico assassinado, deputada exige investigação “profunda”


A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) divulgou uma nota, em nome dos companheiros de Câmara Federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ), na qual exige a “imediata e profunda investigação para descobrir as motivações” dos assassinatos de três médicos nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro. Uma das vítimas, Diego Ralf Bomfim, é irmão de Sâmia e cunhado de Glauber. 

Na nota, eles exigem a identificação e prisão dos executores do triplo homicídio. Diego estava com outros três médicos em um quiosque na orla da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio, quando homens armados desceram de um carro e atiraram contra o grupo.

Diego, Marcos de Andrade Consato e Perseu Ribeiro de Almeida morreram no ataque. Um quarto médico, o ortopedista Daniel Sonnewend Proença, ficou ferido e foi encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Na nota, Fernanda Melchionna diz que Sâmia “está devastada nesse momento terrível de perda e dor, assim como seu companheiro Glauber, que a acompanha nesse momento”.

Os médicos atuam fora da capital fluminense e estavam no Rio para participar de um congresso internacional de cirurgia ortopédica.

Leia a nota na íntegra:

“Hoje acordamos com a notícia estarrecedora do assassinato de Diego Ralf Bomfim, irmão da companheira e deputada federal Sâmia Bomfim, e mais dois medicos que estavam com ele, Marcos de Andrade Consato e Perseu Ribeiro Almeida. Nos solidarizamos com todos os familiares de todas as vítimas desse crime bárbaro. 
Queremos agradecer todas as mensagens de solidariedade e apoio, que vieram de todos os lugares. Evidentemente, Sâmia está devastada nesse momento terrível de perda e dor, assim como o seu companheiro Glauber Braga, que a acompanha neste momento.
Pelas imagens divulgadas pela imprensa, tudo indica que se trata de uma execução. Exigimos imediata e profunda investigação para descobrir as motivações do crime, assim como a identificação e prisão dos executores.
Já pedimos ao ministro da Justiça, Flávio Dino, o acompanhamento do caso pela Polícia Federal e estamos formalizando a solicitação com o ministério. 

Fernanda Melchionna,
delegada por Sâmia Bomfim e Glauber Braga” 

Investigações

Os crimes estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios (DH) da Polícia Civil fluminense. A Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Federal (PF) também auxiliarão nas investigações.

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, determinou, ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Investigação Penal, que um promotor de Justiça acompanhe as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

O governador Cláudio Castro informou serão utilizados “todos os recursos necessários” para descobrir a autoria do crime:

“Determinei ao secretário de Polícia Civil que empregue todos os recursos necessários para chegar à autoria do crime bárbaro que tirou a vida de três médicos e feriu outro na Barra da Tijuca. Minha solidariedade aos familiares das vítimas. Entrei em contato com o ministro da Justiça, Flavio Dino, que colocou a Polícia Federal à disposição das investigações. Vamos unir forças para chegar à motivação e aos autores. Esse crime não ficará impune.”




Fonte: Agência Brasil

Plano de governo de Tarcísio de Freitas não menciona privatizações


O plano de governo registrado por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando era candidato, não menciona as privatizações do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

As únicas menções a concessões e privatizações, explicitadas na página 43 do plano, referem-se aos aeroportos de Congonhas, do Campo de Marte e dos Portos de Santos e São Sebastião.

Há ainda uma menção genérica a parcerias com a iniciativa privada e a promessa de transferir ativos públicos para empresas “quando for mais vantajoso para o cidadão paulista”.

Durante entrevista à rádio CBN, comentando a greve dos funcionários do transporte sobre trilhos nessa terça-feira (3), o governador Tarcísio disse que o plebiscito para as privatizações das três estatais foi feito nas eleições.

“O plebiscito foi nas urnas. A gente colocou com muita clareza qual era o nosso plano de governo. A gente sempre colocou na campanha, pro bem e pro mal, que nós pretendíamos fazer estudos e trazer a iniciativa privada para participar dos investimentos. O estado hoje tem uma capacidade limitada para fazer investimento”.

Mas no plano a que se refere o governador, a única referência ao Metrô e à CPTM aparece na página 22 e se restringe à promessa de ampliação de rotas de transporte sobre trilhos para atender a população mais carente e implantação de trens regionais.

Na página 28, o plano de governo promete ações para a área de saneamento básico, mas não fala sobre a Sabesp, explicitamente, nem sobre a privatização da empresa.

Uma das reivindicações dos funcionários do Metrô, da CPTM e da Sabesp é a realização de consultas populares sobre o projeto de privatização.

A Sabesp já é uma empresa de capital aberto, mas como o governo de São Paulo tem mais de 50% das ações, mantém o controle acionário da companhia. A proposta da gestão de Tarcísio é reduzir a participação acionária e abrir mão da gestão da maior empresa de saneamento do país.

A privatização da Sabesp foi abordada pelo então candidato durante a campanha. Mas o tema foi tratado com cautela. Em um debate na Associação Comercial de São Paulo, no dia 30 de maio de 2022, Tarcísio condicionou a privatização à melhoria dos serviços e à redução das tarifas.

“Isso só pode ser levado em consideração a partir da certeza de que vai haver universalização da prestação de serviço, melhoria do serviço, diminuição do desperdício, sensorização da rede e redução de tarifa. Não dá para privatizar por privatizar. Isso não faz o menor sentido.”

Em uma sabatina, no dia 18 de julho do ano passado, na Jovem Pan, o então candidato, chegou a associar o sucesso das privatizações conduzidas por ele quando era ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro à ausência de greves e protestos.

“Nós fizemos a privatização dos portos e a gente não teve nenhum problema, manifestação de portuário, pneu queimado, greve, nada disso, porque houve muito diálogo com o setor e com os trabalhadores.”

A privatização da Sabesp tem sido uma das principais bandeiras da gestão de Tarcísio. Em abril, foi contratada uma consultoria ligada ao Banco Mundial para definir o modelo de privatização da empresa. O contrato de mais de R$ 71 milhões sem licitação está sendo questionado pelo Tribunal de Contas do Estado.

Questionada sobre a ausência da menção explícita à privatização das empresas paulistas no plano de governo, a Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo disse que o plano fala em parcerias com a iniciativa privada e sobre a abordagem da desestatização da Sabesp lembra que o tema foi tratado em sabatinas e debates durante a campanha, conforme citado na reportagem.




Fonte: Agência Brasil

Apoio da Força Nacional ao ICMBio é prorrogado até 2024


O Ministério da Justiça e Segurança Pública prorrogou, até 1º de janeiro de 2024, o emprego da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nas ações de proteção ambiental das áreas de atuação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A medida foi publicada nesta quinta-feira (5), no Diário Oficial da União

Em julho, os agentes da Força Nacional já haviam sido autorizados a atuar junto ao órgão de proteção e fiscalização das unidades de conservação federais (UC) e combate aos crimes ambientais. Igual à medida anterior, a prorrogação do prazo determina que os militares atuem em ações “com ênfase no combate ao desmatamento, extração ilegal de minério e madeira, invasão de áreas federais e combate aos incêndios na vegetação, em caráter episódico e planejado”.

O combate ao crime ambiental é uma das pautas priorizadas pelo governo federal, que tem atuado nesse sentido com várias frentes, inclusive no enfrentamento às redes de crime organizado, que apresentam conexão com a exploração de insumos florestais, como apontou o estudo Além da floresta: crimes socioambientais nas periferias, divulgado em junho pela Rede de Observatórios da Segurança.

Por medida de segurança, a Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública não divulga o contingente disponibilizado para atuar nas ações, mas, cada operação obedece um planejamento e recebe o apoio logístico do próprio ICMBio.




Fonte: Agência Brasil

PF acompanhará investigação sobre assassinato de três médicos no Rio


O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a Polícia Federal (PF) fará diligências para investigar a “execução” de três médicos nesta quinta-feira (5), na cidade do Rio de Janeiro.

Pela rede social X, Dino disse que conversou com o governador fluminense, Cláudio Castro, e que a Polícia Civil também investiga o caso.

Por determinação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a Polícia Civil paulista enviará equipes do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa e do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) ao Rio de Janeiro para auxiliar nas investigações

Os médicos Diego Ralf Bomfim, Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida atuavam fora do estado do Rio de Janeiro e estavam na cidade para participar de um congresso internacional de cirurgia ortopédica. Eles foram assassinados quando estavam em um quiosque, na orla da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, próximo ao hotel onde ocorre o evento.

Diego Bomfim é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e cunhado do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).

Repercussão

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se manifestou por suas redes sociais, dizendo que recebeu a notícia da execução dos médicos “com grande tristeza e indignação”.

O governador do Rio de Janeiro escreveu em suas redes que determinou ao secretário de Polícia Civil o emprego de “todos os recursos necessários para chegar à autoria do crime bárbaro”:

“Entrei em contato com o ministro da Justiça, Flavio Dino, que colocou a Polícia Federal à disposição das investigações. Vamos unir forças para chegar à motivação e aos autores. Esse crime não ficará impune!”

Já o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), correligionário de Sâmia Bomfim, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também classificaram os assassinatos como crimes brutais e, em suas redes, manifestaram solidariedade a Sâmia.

Ampliada às 10h e às 10h07






Fonte: Agência Brasil

Três médicos são assassinados na orla do Rio de Janeiro 


Três médicos foram assassinados na madrugada desta quinta-feira (5) na cidade do Rio de Janeiro. Uma quarta vítima do ataque a tiros ficou ferida e foi encaminhada ao hospital.  

Segundo a Polícia Militar, eles estavam em um quiosque na orla da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, quando homens em um carro pararam no local e dispararam contra as vítimas.

A Polícia Civil identificou os médicos como Marcos de Andrade Corsato, Diego Ralf de Souza Bomfim e Perseu Ribeiro Almeida. Os três são ortopedistas que atuam fora do estado do Rio.

Corsato, médico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo (USP), e Bomfim são registrados no Conselho de Medicina de São Paulo. Já Almeida é registrado no conselho baiano.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios. Segundo a Polícia Civil, a perícia foi realizada no local, testemunhas são ouvidas e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas.

Ainda de acordo com a polícia, as investigações estão em andamento para apurar a autoria e a motivação do crime.




Fonte: Agência Brasil

Apresentadora Eliana Alves Cruz assume comando do Trilha de Letras


A jornalista, escritora e roteirista Eliana Alves Cruz assume a nova temporada do programa Trilha de Letras, da TV Brasil. A partir deste mês, ela irá conduzir conversas com autores, editores, críticos e com quem faz parte do mundo do livro. O programa debaterá temas atuais por meio da literatura, sempre com convidados diferentes.

Eliana é autora dos romances Água de Barrela (2016), O Crime do Cais do Valongo (2018), Nada Digo de Ti, que em Ti não Veja (2020) e Solitária (2022). Com o romance de estreia, venceu a primeira edição do Prêmio Literário Oliveira Silveira, oferecido pela Fundação Cultural Palmares em 2015. Pelo primeiro livro de contos, A Vestida, recebeu o Prêmio Jabuti 2022.

Na carreira como jornalista, ela tem uma extensa experiência em relações públicas e em grandes eventos, trabalhando com comunicação e esportes olímpicos. Cobriu mais de 20 campeonatos mundiais, três Olimpíadas e organizou a área de imprensa de mais de 20 eventos internacionais no Brasil.

Em 2010, em busca da história da própria família, Eliana mergulhou em cinco anos de estudo, que resultaram em Água de Barrela, romance que marca a entrada dela no mundo da literatura com escritora – já que como leitora, ela já fazia parte desse mundo desde criança. Eliana conta que a carreira como escritora começou com uma simples e instigante pergunta: “Por que não?”, que, segundo ela, é algo que todos precisam se perguntar algum dia na vida.

“Eu acho que a literatura sempre fez parte da minha vida, mas eu não me enxergava como produtora de literatura, como alguém que estivesse ali por trás da caneta, como escritora. Isso aconteceu para mim em um momento de necessidade, de me entender como ser humano, de me entender como mulher negra nessa sociedade tão complicada e tão violenta conosco. Eu vi que eu tinha uma história dentro da minha casa que não existia nos nossos livros. Eu resolvi escrever essa história. Por que não? Essa pergunta do ‘por que não?’ a gente tem que fazer um dia na vida”, conta.

Eliana Alves Cruz, que já foi entrevistada pelo Trilha de Letras, agora chega ao programa como apresentadora, afinal, por que não?  “É um programa que é muito necessário porque ele é único. É o único programa da TV aberta sobre literatura”, diz e acrescenta: “Eu estou realmente muito feliz de fazer parte da história do Trilha de Letras e estar apresentando o programa em um momento tão especial e histórico do Brasil, de retomada de tantas coisas.”

O Trilha de Letras busca debater os temas mais atuais discutidos pela sociedade por meio da literatura. A cada edição, o programa recebe um convidado diferente. O Trilha foi criado em 2016 por Emília Ferraz, atual diretora do programa. O primeiro episódio foi ao ar em abril de 2017.

Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2023 – A escritora e apresentadora Eliane Cruz durante gravação do programa Trilha das Letras, da TV Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A escritora e apresentadora Eliana Alves Cruz durante gravação do programa Trilha de Letras, da TV Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

A TV Brasil já exibiu três temporadas do programa e recebeu mais 200 convidados nacionais e estrangeiros. As duas primeiras temporadas foram apresentadas pelo escritor Raphael Montes. A terceira, pela jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Katy Navarro. Eliana assume a quarta temporada. Uma das novidades é o quadro de indicações de leitura que será feito por booktubers, ou seja, produtores de vídeos com conteúdo literário na internet.

“A expectativa para esta temporada é que o Trilha de Letras continue abrindo os caminhos da literatura para os espectadores da TV Brasil. Acreditamos que a função da TV pública é estimular a cultura, o pensamento e formar leitores”, diz Emília Ferraz. A diretora antecipa que Eliana Alves Cruz trará “conversas informais e íntimas com os entrevistados, para o deleite dos espectadores”.

A jornalista diz estar gostando da experiência: “Está sendo muito lindo ouvir as pessoas, ver o que elas têm para dizer, conhecer o processo delas. A gente aprende, é um acréscimo de energia, de energia vital. Quem está ganhando sou eu.”

A apresentadora conversou com a Agência Brasil após a gravação de um dos episódios do Trilha de Letras. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: O que podemos esperar da nova temporada do Trilha de Letras e como está sendo assumir a apresentação do programa?
Eliane Alves Cruz: O Trilha de Letras é um programa que eu acompanhava antes de ter sido interrompido. Eu mesma já fui entrevistada por ele. É um programa que é muito necessário porque ele é único. É o único programa da TV aberta sobre literatura. Ele é realmente necessário. Nesta temporada, a ideia é trazer a maior diversidade possível de autores e de pessoas do universo do livro, não necessariamente sejam autores, mas editores, críticos. À medida que o programa for caminhando, a gente quer fazer um painel do que é literatura brasileira contemporânea, tanto na forma quanto no conteúdo. Eu estou realmente muito feliz de fazer parte da história do Trilha de Letras e estar apresentando o programa em um momento tão especial e histórico do Brasil, de retomada de tantas coisas.

Agência Brasil: Agora você faz parte da TV Brasil. Como é estar nesse espaço da comunicação pública?
Eliane Alves Cruz: Eu, como escritora, sou fruto de uma política pública de cultura. Eu ganhei o concurso da Fundação Cultural Palmares em 2015 e foi graças a esse concurso que hoje sou escritora. Então, eu acho que é uma forma de retribuir o tanto que uma política publica pode fazer por alguém. Eu acho que me descobriu como autora e descobriu muitos talentos em outras áreas. Mas não é a única coisa que a esfera pública pode fazer pelo cidadão, pela cidadã brasileira. Eu acho que é uma obrigação do Estado, sim, fomentar, incentivar, divulgar, porque isso traz vida. Isso é na verdade a nossa impressão digital. A cultura é a impressão digital de um povo, é o que nos coloca no mundo como povo brasileiro.

Agência Brasil: Eliana, você é jornalista de formação, com uma grande atuação na área. Como você entra na literatura e quando o lado de escritora começa a ganhar espaço?
Eliane Alves Cruz: Eu acho que a literatura sempre esteve na minha vida. A minha mãe era professora do ensino fundamental e ela me alfabetizou e muito lendo os livros para mim e comigo. Então eu acho que desde aí é o começo da paixão pelos livros. Meu pai sempre gostou muito de ler e incentivou que a gente cultivasse esse hábito. Eu acho que a literatura sempre fez parte da minha vida, mas eu não me enxergava como produtora de literatura, como alguém que estivesse ali por trás da caneta, como escritora. Isso aconteceu para mim em um momento de necessidade, de me entender como ser humano, de me entender como mulher negra nessa sociedade tão complicada e tão violenta conosco. Eu vi que eu tinha uma história dentro da minha casa que não existia nos nossos livros. Eu resolvi escrever essa história, por que não? Essa pergunta do “por que não?” a gente tem que fazer um dia na vida. Desde 2010, eu comecei a pesquisar sobre a minha própria história e a ficcionalizei no livro Água de Barrela. Com esse livro, que terminei em 2015, ganhei o concurso da Fundação Palmares e aí comecei realmente, de fato, minha carreira de escritora. Mas, eu tenho um texto que publiquei no ano passado, um texto infantil, que existe desde os meus 18 anos. É isso, a gente não é escritor, não se faz assim do dia para a noite. Na verdade, é a coroação de uma vida, de uma trajetória e de uma história.

Agência Brasil: Uma das coisas que o Trilha de Letras traz é o bastidor da escrita. Como é o seu bastidor? Como é o seu processo de criação, esse passo a passo até chegar a um livro pronto?
Eliane Alves Cruz: Cada livro é um processo diferente, então, eu tenho vários processos diferentes. Esses livros históricos demandam muita pesquisa porque tratam de realidades nas quais a gente não está mais inserida. O mundo andou, a história andou, é preciso voltar para o banco escolar e estudar um pouco. Eu estudei muito. Pesquisei o século 19, estudei uma série de coisas para poder criar a ambientação dessas histórias que são Água de Barrela, O Crime do Cais do Valongo e Nada Digo de Ti que em Ti não Veja. São histórias que se passam em séculos passados. Solitária é um livro contemporâneo, bem contemporâneo, e aí traz outra dificuldade porque a gente está inserido ali dentro daquela temática e não tem o distanciamento para olhar para aquilo. Mas também é outro desafio interessante, escrever no olho do furacão. Foi muito intenso. Muito intenso mesmo. Cada livro é um processo diferente. Eu sou uma pessoa que gosta de escrever com música, a música me inspira, eu organizo as informações. Eu procuro personagens da vida real que se pareçam com meus personagens da ficção, para eu observar como andam, como falam, o que dizem. Por exemplo, para escrever o Água de Barrela, eu li os autores do século 19, para ver um pouco da língua. Não que eu vá exatamente usar o português da época. Às vezes você traz uma palavra que era dita e que não está no nosso usual, e isso já leva o leitor para outro século. O fato de eu usar vosmecê já leva a pessoa para outro lugar, outro tempo, outro lugar do tempo. Para mim, isso tudo é muito fascinante. Eu gosto de ler, gosto de pesquisar e cada vez eu sinto que vou refinando esse processo.

Agência Brasil: Quais são suas referências?
Eliane Alves Cruz: Ih, tanta gente. É uma pergunta muito difícil. Esses autores todos de séculos passados como Machado de Assis e Lima Barreto. Tanta gente que nos formou. Maria Firmina dos Reis, embora a gente a tenha descoberto como essa primeira autora [negra brasileira] apenas mais tarde. A gente não lê Maria Firmina nos bancos escolares, mas é uma autora muito interessante porque ela fala de um lugar e é muito corajosa. Tenho hoje muitas autoras negras que me inspiram, tanto no Brasil como fora: Conceição Evaristo, Miriam Alves, Geni Guimarães, e minhas contemporâneas, como Ana Maria Gonçalves. De fora, Teresa Cárdenas, que é uma autora cubana que eu gosto muito, Toni Morrison, Alice Walker, bell hooks, são referências. É um montão de gente. É até complicado a gente dar nome. Sabe que eu gosto de ler contos russos? Esses caras, esses contistas todos, eles fazem do nada, de alguma coisa absolutamente banal, uma história genial. Eu acho que é muito bacana a gente aprender essa técnica, essa forma de falar sobre o aparentemente banal, isso me atrai. Os meus personagens, na maioria dos meus livros, todos são pessoas comuns que estão fazendo a história e são testemunhas da história.

Agência Brasil: Eu pude acompanhar a gravação de um dos episódios e foi muito interessante observar alguém que entende muito de literatura e que está inserida nesse universo fazendo perguntas a outros autores. Conta um pouquinho dos bastidores para nós, como é esse preparo?
Eliane Alves Cruz: A equipe é maravilhosa. A equipe faz um roteiro ótimo e eu contribuo com o que eu sei do autor. É um diálogo interessante porque a gente faz as perguntas e tem vontade de responder. É muito interessante isso. Mas é também um exercício. O exercício da escuta é muito necessário. A gente tem muita tendência de querer falar o tempo todo, então, está sendo muito lindo ouvir as pessoas, ver o que elas têm para dizer, conhecer o processo delas. A gente aprende, é um acréscimo de energia, de energia vital. Quem está ganhando sou eu.




Fonte: Agência Brasil