Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 4


A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (23) a parcela de agosto do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. Essa é a terceira parcela com o novo adicional de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos.

Desde março, o Bolsa Família paga outro adicional, de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos. Dessa forma, o valor total do benefício poderá chegar a R$ 900 para quem cumpre os requisitos para receber os dois adicionais.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 686,04. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 21,14 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,25 bilhões.

Desde julho, passou a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, 99,7 mil famílias foram canceladas do programa por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 300 mil famílias foram incluídas no programa em agosto. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício. Desde março, mais de 1,6 milhão de famílias passaram a fazer parte do Bolsa Família.

Regra de proteção

Quase 2,1 milhões de famílias estão na regra de proteção em agosto. Em vigor desde junho, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 377,42.

Reestruturação

Desde o início do ano, o programa social voltou a chamar-se Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu o gasto de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, cerca de 3 milhões de indivíduos com inconsistências no cadastro tiveram o benefício cortado.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Calendário do Bolsa Família

Calendário do Bolsa Família – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta quarta às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 4. O valor caiu para R$ 108, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,63 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição e da medida provisória do Novo Bolsa Família, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg até o fim do ano.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.




Fonte: Agência Brasil

Mortes violentas no Rio diminuem 33% em julho, aponta ISP


O indicador de Letalidade Violenta, que engloba o homicídio doloso (quando há a intenção de matar), lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção de agente do Estado e roubo seguido de morte, diminuiu 33% no mês de julho, registrando o menor número de vítimas para o mês desde 1991, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP).

Os números indicam 299 mortos em julho de 2023, contra 445 em julho de 2022. Na análise dos delitos que englobam os crimes contra a vida, foi observado que no mês passado o Rio de Janeiro também atingiu o menor número de homicídios em 32 anos, considerando o mês de julho, com uma queda de 30%, e redução de 42% das mortes por intervenção de agente do Estado.

O governador Cláudio Castro disse que a redução das mortes violentas é algo que precisa ser valorizado. “Temos investido muito em tecnologia e treinamento das forças de segurança e a redução desse indicador estratégico é uma questão que é cobrada para quem está no comando das polícias Civil e Militar. O trabalho integrado para alcançar esse objetivo também é algo que precisa ser destacado”, avaliou.

O número de fuzis tirados das mãos dos criminosos subiu 53%, foram 444 retirados do crime organizado em julho. No total, foram 4.186 armas de fogo que saíram de circulação em sete meses. Além disso, por dia, as polícias civil e militar prenderam 106 pessoas em flagrante e recuperaram cerca de 42 veículos roubados.

O roubo de cargas caiu pela metade no sétimo mês do ano, com um declínio de 52%, foi o menor número de casos para o mês desde 1999; o roubo de veículos apresentou menor número de casos para o mês desde 1991, com 844 notificações a menos; e os roubos de rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo) declinaram 24%, registrando o menor número para julho desde 2004.

“A queda que os roubos de veículos tiveram no mês de julho mostra a importância do uso da inteligência e da integração entre as polícias estaduais. Além do roubo de veículo, outros crimes contra o patrimônio, que causam grande sensação de insegurança na população, também estão diminuindo e esses resultados podem ser considerados uma vitória para a segurança pública do estado”, afirmou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.




Fonte: Agência Brasil

AGU é favorável à exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas


A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu hoje (22) um parecer para declarar que a falta de avaliação preliminar não pode impedir a concessão de licenciamento ambiental para exploração de petróleo na bacia da foz do Rio Amazonas, no Amapá.

O documento foi elaborado a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME) para checar a viabilidade jurídica para que Petrobras possa iniciar os testes técnicos de exploração no chamado bloco FZA-M-59, localizado a 175 quilômetros na foz do rio.

Em maio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indeferiu o licenciamento ambiental solicitado pela Petrobras para realizar atividade de perfuração marítima no local, em razão de “inconsistências técnicas” para a operação segura em uma nova área exploratória.

Para a AGU, a ausência do documento da chamada Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) não pode impedir o licenciamento ambiental de empreendimentos de exploração de petróleo e gás natural. O órgão também citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o documento.

“Sugere-se às instâncias superiores de deliberação da Advocacia-Geral da União consolidar o entendimento no sentido de que seja no plano jurídico, ou no plano fático, no âmbito do licenciamento ambiental não é exigível a AAAS”, diz o parecer.

Segundo o órgão, a legislação vigente faz distinção entre a AAAS e o licenciamento ambiental.

 “O primeiro trata-se de uma avaliação prévia à licitação de concessão dos blocos sobre a aptidão de determinada região com potencial de exploração de petróleo e gás. O licenciamento ambiental, por sua vez, é um procedimento da política nacional de meio ambiente, utilizado para avaliar a viabilidade de projetos específicos, a partir de identificação de impactos potenciais associados aos projetos”, argumentou o órgão.

A AGU também pediu a abertura de processo de conciliação entre os órgãos envolvidos no caso.




Fonte: Agência Brasil

Ronaldinho Gaúcho falta à CPI e depoimento é remarcado


O ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho não compareceu ao depoimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, também chamada de CPI das Criptomoedas, que seria realizado nesta terça-feira (22), a partir das 14h30, na Câmara dos Deputados em Brasília.

Com a ausência, o presidente da CPI, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), convocou o atleta para uma nova sessão ainda esta semana, quinta-feira (24). Além de Ronaldinho, o irmão e empresário do ex-jogador, Roberto de Assis, também deveria ter prestado depoimento. Caso faltem novamente, eles podem ser alvo de um pedido de condução coercitiva.

“A gente estendeu essa convocação, novamente, para a próxima quinta-feira (24), às 10h da manhã. Caso não tenha o comparecimento, a gente vai usar, regimentalmente, a condução coercitiva, pedir para o senhor Ronaldo e o seu irmão que possam esclarecer à CPI fatos que envolvem a [empresa] 18K Ronaldinho”, afirmou Ribeiro.

O ex-jogador foi convocado para depor em função de negócios que possui com uma plataforma que opera com criptoativos, acusada pelo Ministério Público de promover pirâmide financeira. A CPI investiga esquemas de pirâmides financeiras com o uso de criptomoedas. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao todo, 11 empresas teriam cometido fraudes, como a divulgação de informações falsas e promessa de rentabilidade alta ou garantida para atrair as vítimas e sustentar o esquema de pirâmide.

Uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia garantido ao ex-jogador de futebol um habeas corpus que lhe dava direito de ficar em silêncio no depoimento à CPI. Apesar disso, segundo o presidente da CPI, o comparecimento era obrigatório.

“Acredito que ele está sendo mal orientado juridicamente. Ele recorreu ao STF, conseguiu um habeas corpus para ficar em silêncio, não se incriminar na CPI, mas não conseguiu um habeas corpus para não participar da CPI”, destacou Áureo Ribeiro. O parlamentar ainda ressaltou que o esquema ilegal investigado lesou cerca de 3 milhões de pessoas e envolveu desvios de bilhões de reais.




Fonte: Agência Brasil

PF instaura inquérito para investigar causas do apagão


A Polícia Federal instaurou nesta terça-feira (22) inquérito policial para apurar as causas do apagão ocorrido no dia 15 de agosto, e que deixou 25 estados e o Distrito Federal sem energia elétrica.

“A investigação, que corre em sigilo, apura os crimes de sabotagem e atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública”, informa PF, em nota.

No dia 15, quando ocorreu a queda de energia, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que iria solicitar ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigassem as causas da falta de energia.

“Tenho absoluta convicção de que o ONS, até pela sua característica técnica, não vai ter condição de dizer textualmente se esses eventos foram eminentemente técnicos, ou se houve também falha humana ou até dolo”, disse o ministro na ocasião

O que se sabe

A interrupção começou às 8h30 do dia 15 de agosto, com queda no fornecimento de 19 mil megawatts, cerca de 27% da carga total (73 mil MW) naquele horário. O ponto de partida foi desligamento da linha de transmissão 500 kV Quixadá-Fortaleza II, pertencente à Eletrobras Chesf, com “uma atuação incorreta no sistema de proteção da linha, que operava dentro dos limites, ocasionou o seu desligamento”, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS)

O operador afirma que depois de 600 milissegundos as Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) foram acionadas e possibilitaram “a abertura controlada de linhas que compõem as interligações Norte – Nordeste, Nordeste – Sudeste e Norte – Sul, separando o SIN em três áreas elétricas”.

As cargas em todas as regiões passaram a ser recompostas em poucos minutos após a queda. De acordo com o operador, até as 10h, o fornecimento já havia sido normalizado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O sistema foi totalmente restaurado às 14h49.




Fonte: Agência Brasil

Prefeitura derruba obra da milícia no Rio de Janeiro


A Secretaria de Ordem Pública (Seop), órgão da prefeitura do Rio de Janeiro e o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, iniciaram nesta terça-feira (22) mais uma operação de demolição em um prédio, localizado na Ilha da Gigoia, Barra da Tijuca, região que sofre influência do crime organizado.

O imóvel tem três andares, sendo o primeiro em fase de alvenaria e os demais em fase de estrutura, além de um deck. Ele foi erguido sem qualquer autorização da prefeitura. De acordo com engenheiros do município, a construção já tem 300m² de área construída e sua demolição acarretará um prejuízo de cerca de R$1,5 milhão aos responsáveis.

Informações trocadas pelos setores de inteligência da Secretaria de Ordem Pública e do Gaeco apontam que este imóvel seria de um dos milicianos que atuam na região.

Em nota, a promotora de Justiça, Laura Minc, do Gaeco, disse que a demolição de mais uma construção irregular atribuída ao crime organizado tem como finalidade inibir novas iniciativas criminosas. “O proprietário da obra já havia sido notificado para a paralisação, mas não cumpriu a ordem administrativa. Pelas pessoas entrevistadas no local, [sabemos que] não só a obra prosseguia, como estava sendo acelerada, erguida inclusive no período noturno. No momento da diligência, porém, estava desocupada e os equipamentos haviam sido retirados do local”.

Segundo o secretário de Ordem Pública, delegado Breno Carnevalle, é mais uma demolição de prédio ilegal., “Mais uma construção que coloca a vida das pessoas em risco, que atrapalha no ordenamento da cidade e mais um imóvel que é usado para lavagem de dinheiro, para alimentar financeiramente o crime organizado”.

A demolição está sendo realizada de forma manual, uma vez que não é possível chegar ao local com máquinas. Agentes da Secretaria de Conservação, da Guarda Municipal, da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e da concessionária de energia Light participam da ação.

Na última semana, a Seop e o Gaeco iniciaram a demolição de um prédio de quatro pavimentos, com mais de mil metros quadrados de área construída, também na Ilha da Gigoia, que causou um prejuízo de aproximadamente R$4 milhões aos responsáveis. Segundo a




Fonte: Agência Brasil

Refugiada condenada por estelionato diz que foi vítima de fraudes


A refugiada togolesa Falilatou Sarouna foi condenada a 11 anos de prisão em um processo por estelionato. Ela foi uma das cerca de 200 pessoas presas na Operação Anteros, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em 2020. A ação visava, segundo o Ministério Público, desarticular uma quadrilha que praticava “estelionatos sentimentais”, quando as vítimas são induzidas a acreditar em falsos relacionamentos virtuais e a repassar dinheiro para os golpistas.

A defesa de Falilatou diz que ela teve o nome usado pelos golpistas, que abriram contas em seu nome para receber o dinheiro das vítimas. “Até hoje ela tem enfrentado problemas porque continuam fraudando saques do auxílio emergencial e benefícios. A gente acredita que é a mesma pessoa que usou algum documento dela para abrir contas bancárias continua se passando por ela e fraudando saques de auxílios que são significativos na composição de renda dela”, explica o vice-presidente da Comissão de Direitos dos Migrantes e Refugiados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, Vitor Bastos de Almeida.

À época da operação, Falilatou chegou a ficar presa por seis meses. A refugiada, que trabalha como vendedora ambulante de roupas no Brás, região central paulistana, foi procurada pela polícia na casa onde morava. Resolveu, então, ir à delegacia para saber as razões de ter tido a residência revistada. “Esse é um dos grandes sinais da inocência, ela mesma foi à delegacia para buscar esclarecimentos do porquê a polícia foi a casa dela”, enfatiza Almeida, que também compõe a equipe de defesa da togolesa.

“Ela é extremamente humilde. É analfabeta”, acrescenta o advogado sobre a situação que expõe a refugiada aos golpistas. Na ocasião, foi organizado um movimento que denunciava a prisão como injusta e pedia a libertação de Falilatou.

Outra evidência que, segundo a defesa, comprova que Falilatou também foi vítima de uma fraude é a assinatura completamente diferente usada na abertura das contas usadas no esquema criminoso. A assinatura verdadeira dela é apenas um risco semelhante a um “w”. Enquanto a assinatura em uma das contas usadas nas fraudes é o nome completo dela em letra de forma.

Agora, Falilatou aguarda em liberdade a tramitação do processo. Almeida diz que pretender recorrer a todas as instâncias possíveis para garantir o reconhecimento da inocência da refugiada, que está emocionalmente abalada. “Atualmente, ela está doente, impossibilidade de trabalhar”, conta.




Fonte: Agência Brasil

Escola de música tem pré-lançamento em ambiente de metaverso


Um concerto inédito em realidade virtual marca nesta terça-feira (22), às 19h, o pré-lançamento da Escola de Música Cristo Redentor. O concerto será realizado ao vivo na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, com entrada franqueada ao público, e transmissão simultânea no metaverso do Santuário Cristo Redentor. A iniciativa visa atingir um número maior de espectadores, em especial os mais jovens. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria da sala e estão sujeitos à lotação do espaço.

A experiência digital imersiva vai apresentar o concerto em um ambiente de jogo em vez de uma réplica digital do local da orquestra e do coral. Os usuários serão recebidos pelo avatar do Padre Omar, reitor do Santuário, e poderão visitar o monumento do Cristo Redentor virtualmente, movimentando-se pelo local e interagindo uns com os outros, enquanto assistem à apresentação, que contará com o Coro da Princesa, coral oficial do Cristo Redentor, e orquestra regida pelo maestro Leonardo Randolfo.

A realização do concerto no metaverso possibilita também a inclusão de pessoas portadoras de deficiência motora, que terão a experiência visual no Santuário Cristo Redentor e no concerto, ao som de obras de Mozart, como a Missa da Coroação e a Eine Kleine Nachtmusik.

Ensino de música

A Escola de Música Cristo Redentor será gerida pelo Instituto Movarte, em parceria com a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor. A ideia é tornar acessível o ensino de música, em padrões internacionais de qualidade, às diversas camadas sociais.

A presidente do Instituto Movarte, Amanda Coelho Albuquerque, informou à Agência Brasil que o projeto da escola está sendo delineado em conjunto com os parceiros. O lançamento oficial da escola está previsto para outubro próximo, mês do aniversário do Cristo Redentor. A meta é que a escola seja aberta para todas as faixas etárias, de acordo com o que for acertado em termos de cursos e oficinas, disse Amanda.

“A gente tem projetos, que são braços da escola, que vão acontecer em todo o estado do Rio de Janeiro”, completou.

O presidente da escola de música, padre Omar, destacou que a escola já nasce grande, com mais de dez departamentos e vários polos, na cidade do Rio de Janeiro e em Petrópolis. “Inspirados em nosso Cristo Redentor, de braços abertos, queremos ser presença em todo o Brasil, difundindo a música e oportunizando o acesso aos talentos que pretendemos descobrir”, ressaltou.

Gratuidade

O diretor-geral da escola, maestro Leonardo Randolfo, disse que o grande desafio que está sendo enfrentado é fazer uma instituição moderna, voltada para a democratização do ensino musical de máxima qualidade. “Essa é, na verdade, minha missão de vida, junto aos jovens, independentemente da condição social”, afirmou.

À Agência Brasil, Randolfo informou que tão logo seja disponibilizada a grade de cursos, a escola iniciará a busca de talentos. Haverá concessão de bolsas integrais. “A maioria dos cursos será gratuita”.

O planejamento envolve atender não só crianças e jovens, mas adultos e idosos no programa de cursos. Informações mais específicas serão divulgadas durante o lançamento oficial da escola.

Segundo o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, trabalhar com o belo é uma maneira de ajudar a melhorar o mundo., porque “a beleza transforma o mundo e os corações também”.

Ele disse que o concerto de lançamento da escola de música, aproveitando os meios de comunicação atuais, como o metaverso, “permite à gente entrar no coração da juventude e chegar mais longe, ajudando a nossa cidade com a beleza da arte, da música, a se elevar cada vez mais. É mais um trabalho social e cultural do Santuário Cristo Redentor que agradecemos e apoiamos com todo coração”.

Desafio

A construção do metaverso que criasse um concerto aos pés do Cristo Redentor de forma mais realista possível deu trabalho à equipe da empresa MetaMundi, que precisou de um mês para concluir o desafio. “Nosso principal objetivo foi recriar um ambiente conhecido mundialmente, que tenha na imersão sua principal característica. Cada pessoa pode criar seu próprio avatar para visitar o Cristo do metaverso”, explicou Steffen Dauelsberg, co-fundador da MetaMundi.

Para a construção do ambiente digital, foram usadas diversas funcionalidades com diferentes texturas, contrastes de cor e iluminação neon. Na Sala Cecília Meirelles haverá uma área de experiência de realidade virtual, proporcionando ao público fazer o caminho contrário. Ou seja, estar presencialmente no evento e participar do metaverso, com óculos de realidade aumentada, que serão disponibilizados no evento.

“Vai ser uma excelente forma de confirmar que a vista do Cristo, até no metaverso, é, sem dúvida, uma das mais bonitas do mundo”, assegurou Padre Omar.




Fonte: Agência Brasil

Petrobras seleciona 31 projetos na 1º fase de programa sociambiental


Trinta e um novos projetos socioambientais dos estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe foram contemplados na primeira fase da Seleção Pública Petrobras Socioambiental 2023. O anúncio dos vencedores foi feito nesta terça-feira (22), na Sala Cecília Meireles, na Lapa, região central da capital fluminense. 

A etapa inicial da seleção pública incluiu projetos nas quatro linhas de atuação do programa, que são educação, desenvolvimento econômico sustentável, florestas e oceano. Foram abertas também oportunidades para projetos da linha de educação que contam com incentivo fiscal pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

O gerente-executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, José Maria Rangel, destacou que são “iniciativas que têm um grande potencial de transformação socioambiental, trazendo melhoria na qualidade de vida na inclusão social, na conservação do meio ambiente e no enfrentamento das mudanças climáticas, reafirmando nosso compromisso com as comunidades”.

Expansão

O número de inscrições superou as expectativas, totalizando 414 projetos não incentivados e 37 projetos incentivados. Isso permitiu à companhia aumentar o recurso destinado à primeira etapa do edital, de R$ 162 milhões para R$ 212 milhões, elevando o número de projetos contemplados dos 23 previstos inicialmente para 31 projetos. Somando todas as etapas da seleção pública, o valor atinge R$ 432 milhões, sendo o maior já investido pela Petrobras em uma chamada pública desse tipo.

Rangel avaliou que o recorde de inscrições em várias regiões do Brasil reflete a abrangência nacional do Programa Petrobras Socioambiental, além de “fortalecer nosso relacionamento e diálogo da Petrobras com as comunidades vizinhas das nossas operações”.

A Petrobras procurou, nesse edital, aumentar o potencial de transformação socioambiental dos projetos, elevando o período de execução para três anos e investindo em iniciativas mais estruturadas, observando ainda a transparência do processo em todas as etapas da análise até a contratação. A maioria das propostas inscritas é oriunda de organizações sediadas nas regiões Nordeste e Norte, embora a oportunidade mais concorrida tenha sido direcionada para o bioma Cerrado, com 66 inscrições.

O processo de seleção dos projetos contou com a participação de representantes de organizações da sociedade civil, academia e poder público, além de diversas áreas da Petrobras, com o objetivo de incluir especialistas que são referência em seus campos de atuação e representantes dos diversos territórios contemplados pelas iniciativas.

Nova etapa

Após a divulgação dos resultados, os projetos passarão pela análise de risco de integridade realizada conforme critérios utilizados pela Petrobras e por uma etapa de ajustes para atender aos padrões de prestação de contas técnica e financeira da companhia. Em seguida, os projetos serão contratados. As atividades deverão ser iniciadas a partir de 2024.

Em outubro de 2023, está previsto o lançamento da segunda fase da seleção, também abrangendo projetos nas linhas de desenvolvimento econômico sustentável, educação, florestas e oceano, além de um edital para projetos de educação com incentivo fiscal pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte.




Fonte: Agência Brasil

Policiais já mataram 20 pessoas desde o início da Operação Escudo


A Operação Escudo, em andamento na Baixada Santista desde o final de julho, já resultou na morte de 20 pessoas. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP), todas foram mortas por policiais ao “reagirem às abordagens”. A pasta afirma ainda que os casos são investigados.

A operação foi lançada no dia 28 de julho, após a morte do soldado Patrick Bastos Reis, das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), em Guarujá, no litoral paulista. No entanto, mesmo após a prisão de três suspeitos de envolvimento no assassinato, a ação policial foi mantida na baixada. De acordo com a SSP, foram presas 563 pessoas, sendo que 213 eram procuradas pela Justiça.

Desde o início das ações policiais, entidades de defesa dos direitos humanos receberam relatos de torturas, invasão de domicílios e outros excessos praticados pelas forças de segurança.

Sem armas e sem drogas

Relatório elaborado pela Defensoria Pública de São Paulo e divulgado na última sexta-feira (18) mostrou que 90% das pessoas presas em flagrante durante a Operação Escudo estavam desarmadas. Além disso, em 67% dos casos, não houve apreensão de drogas. Outro dado observado pela defensoria é que mais da metade dos detidos (55% do total) eram réus primários.

O relatório apontou ainda que sete em cada dez pessoas que foram presas em flagrante na operação têm entre 18 e 34 anos e 60% se declaram pardas.




Fonte: Agência Brasil