Bombeiros procuram haitiano desaparecido após explosão no Paraná


Bombeiros do Paraná prosseguem a busca por uma pessoa desaparecida, após a explosão de um silo de armazenamento de milho que matou oito pessoas em Palotina (PR). Sete dos oito mortos são haitianos. Segundo a cooperativa agroindustrial C.Vale, empresa responsável pelo empreendimento, a pessoa desaparecida é haitiana.

De acordo com o capitão Ekermann, do 4º Grupamento de Bombeiros, de Palotina, o haitiano desaparecido foi soterrado por cerca de 10 mil toneladas de milho que teriam desmoronado após a explosão ocorrida na quarta-feira (26) por volta das 17 horas. Segundo ele, a C.Vale informou que a retirada completa dos grãos levará entre sete e dez dias.

“Foi confirmado que há ainda uma pessoa no local. Continuaremos os trabalhos até encontrá-la”, disse Ekermann à Agência Brasil.

Em nota, o Corpo de Bombeiros do Paraná informou que, além dos 8 óbitos, há 11 pessoas feridas em decorrência da explosão. Todas foram encaminhadas a hospitais da região.

“As equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam na segunda entrada do túnel onde provavelmente a vítima está, porém, sem sucesso. O trabalho de retirada de grãos do armazém continua sendo realizado pela cooperativa e acompanhado pelas equipes do Corpo de Bombeiros”, diz a nota, informando, ainda, que as equipes permanecerão no local, “trabalhando ininterruptamente até a finalização da ocorrência”.

Velório coletivo

Também por meio de nota, a C.Vale divulgou o nome das vítimas e informou estar seguindo com as buscas e que “os sete trabalhadores haitianos vítimas do acidente estão sendo velados de forma coletiva no Ginásio da Umesp, na área central do município”.

As sete vítimas haitianas são Louis Michelet (41 anos); Jean Michee Joseph (29); Jean Ronald Calix (27); Donald St Cyr (24); Alfred Lesperance (44); Eugenio Meteleus (52); e Reginald Gefrard (30). Já o brasileiro é Saulo da Rocha Batista (53).

Paraná, 28/07/2023, Silo de secagem de grãos da C.Vale, cooperativa agroindustrial de Palotina, explodiu, no oeste do Paraná, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Foto: Frame/Corpo de Bombeiros Paraná

Bombeiros usam cães na busca por haitiano desaparecido no Paraná – Frame/Corpo de Bombeiros -Paraná

Segundo o major Zajac, a explosão ocorreu no interior do túnel de um dos silos da cooperativa agroindustrial C.Vale. Ela se estendeu para outros três tuneis interligados.

O militar explica que o período atual é de colheita da safra de milho, e que esses armazéns recebem o produto que é estocado até a secagem para, então, ser processado.

Explosão

Zajac acrescentou que as causas da explosão serão investigadas por peritos da polícia científica. Ele, no entanto, antecipou algumas das hipóteses sobre quais substâncias presentes no local poderiam ter causado a explosão.

Paraná, 28/07/2023, Silo de secagem de grãos da C.Vale, cooperativa agroindustrial de Palotina, explodiu, no oeste do Paraná, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Foto: Corpo de Bombeiros Paraná

Silo de secagem de grãos da C.Vale, cooperativa agroindustrial de Palotina, explodiu e mobilizou bombeiros  Foto – Corpo de Bombeiros Paraná

“A compactação da massa de milho pode produzir gás por conta da fermentação. É também possível que tenha sido causado [o acidente] pela poeira do milho, que pode gerar uma atmosfera explosiva”, disse o major à Agência Brasil. “Esses riscos tornam imprescindível a limpeza rotineira desses tuneis”, finalizou.




Fonte: Agência Brasil

Inscrição de projetos de combate a drogas entre indígenas termina hoje


Termina nesta sexta-feira (28), o prazo de inscrição de projetos no edital de Estratégia Nacional para Mitigação e Reparação dos Impactos do Tráfico de Drogas sobre Territórios e Populações Indígenas. Serão contemplados 30 projetos, com investimento de R$ 3 milhões. O processo seletivo é organizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O objetivo é apoiar iniciativas de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que apontem soluções para situações de vulnerabilidade social causadas pelo narcotráfico nos povos e comunidades indígenas de todo o país e nas comunidades tradicionais da Amazônia Legal.

Os projetos devem ser voltadas aos três eixos definidos pelo edital do processo seletivo, que são geração sustentável de renda e participação social para o enfrentamento a vulnerabilidade social de jovens e adultos indígena; prevenção ou mitigação de violências contra mulheres indígenas; e prevenção ou mitigação de invasões territoriais por narcotraficantes e outras redes criminais.

“Para além de ações repressivas, é importante promover o acesso destas populações a oportunidades de geração de renda, além de serviços e benefícios que lhes garantam seu direito a uma vida digna e reduzam os fatores de riscos associados à presença do narcotráfico em seus territórios”, destaca Marta Machado, titular da Senad.

O edital foi lançado no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, quando também foi iniciado um grupo de trabalho interministerial, que atuará no planejamento e nas propostas de medidas de política sobre drogas para indígenas, povos e comunidades tradicionais como quilombolas, ribeirinhos, assentados da reforma agrária e extrativistas.




Fonte: Agência Brasil

Servidora do Parque de Abrolhos ganha prêmio ambiental internacional


A servidora do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Maria Bernadete Silva Barbosa, que atua como monitora ambiental no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia, recebeu um prêmio internacional por ajudar a conservar a região. O Abrolhos é considerado o local com a maior biodiversidade marinha do Brasil e do Atlântico Sul.  

O Prêmio Internacional dos Guarda-Parques (International Ranges Awards) é patrocinado pela organização estrangeira União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esta é a terceira edição do prêmio que reconheceu o trabalho de cinco guarda-parques individuais e quatro equipes de guarda-parques de todo o mundo. Neste ano, foram avaliados mais de 100 candidatos.

“Após 35 anos de trabalho dedicado no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Maria Bernadete Silva Barbosa tornou-se um símbolo para a promoção da conservação marinha no Brasil”, destacou a IUCN. Os vencedores recebem U$ 10 mil que deve ser usado em ações locais de conservação ambiental.

Ao receber o prêmio, em cerimônia virtual, a servidora agradeceu. “Com meus 60 anos, sirvo aqui de exemplo e recebe esse prêmio importante que me alegra demais”, afirmou Maria Bernadete.

Conhecida como Berna, a profissional já havia recebido, em 2019, o prêmio Guarda-Parque Destaque da América Latina, do Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e do Caribe. Em 2021, recebeu o título Amigo da Marinha por seus serviços prestados à Marinha brasileira, parceira do ICMBio na conservação de Abrolhos.

Em mais de três décadas de trabalho, ela realizou atividades de educação ambiental, gestão de visitação, apoio à proteção e monitoramento de entrada de embarcações ilegais e de animais, como tartarugas, aves e corais, além de manejar o controle de espécies exóticas invasoras do parque.

Berna foi ainda reconhecida pelos colegas como sendo responsável por detectar precocemente o branqueamento dos corais, fenômeno causado pelo aumento da temperatura das águas que afeta a vida marinha dos recifes.

*Com informações do ICMBio




Fonte: Agência Brasil

PF apura suposto desvio de R$ 2,5 milhões da Caixa


Policiais federais prenderam três pessoas, na manhã desta sexta-feira (28), no âmbito de uma operação deflagrada para recolher provas contra supostos membros de um grupo suspeito de desviar cerca de R$ 2,5 milhões da Caixa, por meio de fraudes bancárias eletrônicas.

Segundo a Polícia Federal (PF), as supostas fraudes que suscitaram a chamada Operação Usuário Bloqueado foram cometidas entre janeiro de 2021 e março de 2022, com a participação de ao menos cinco funcionários do banco estatal já afastados preventivamente de suas funções.

Três pessoas presas, enquanto os agentes federais cumpriam 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, foram detidas por motivos alheios à investigação: duas delas portavam armas de fogo ilegalmente e uma tinha consigo uma porção indeterminada de drogas. As identidades dos presos não foram divulgadas.

Dezoito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em quatro cidades do Pará (Belém; Breve; Parauapebas e Redenção). Os outros mandados estão sendo executados em duas cidades goianas (Luziânia e Valparaíso); São Luís (MA) e São Paulo (SP).

Além das detenções e da coleta de provas que subsidiem as investigações, os policiais federais apreenderam, até por volta das 9h, R$ 33 mil em dinheiro e cinco carros. Com autorização judicial, bens e valores associados aos investigados foram bloqueados.

As investigações que sustentam a operação desta sexta-feira foram iniciadas após o recebimento de informações oriundas da Caixa sobre indícios de fraudes praticadas por meio de alterações nas credenciais de acesso ao sistema realizadas por empregados do banco. As alterações permitiam que o grupo criminoso transferisse valores para contas bancárias de terceiros integrantes da organização.

Em nota, a PF afirma já ter identificado 842 registros de práticas ilícitas que, se confirmadas, configuram os crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude em ambiente cibernético, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.

Consultada pela Agência Brasil, a Caixa ainda não se manifestou a respeito das suspeitas de fraudes e da ação policial.




Fonte: Agência Brasil

Laudo vê como criminoso incêndio em garagem de ônibus de Petrópolis


Laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio apontou uma possível “ação pessoal direta e indireta” no incêndio que atingiu a garagem das empresas de ônibus Petro Ita e Cascatinha, na madrugada do dia 9 de maio último, destruindo 74 ônibus, em Petrópolis, região serrana do estado do Rio.

Desse total, pelo menos 20 ônibus estavam fora de circulação por falta de peças de reposição. O documento foi disponibilizado nesta quinta-feira (27) para a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), responsável por formular a política de trânsito e transportes e a operação dos ônibus urbanos que circulam na cidade.

Prefeitura cobra resposta

“Após a divulgação desse laudo do Corpo de Bombeiros, temos ainda mais convicção de que foi um incêndio criminoso para jogar a cidade no caos. Vamos continuar cobrando do Ministério Público e da Polícia Civil que as investigações sejam rigorosas. A população de Petrópolis precisa de uma resposta”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.

O documento é assinado por dois peritos do Corpo de Bombeiros e aponta que “não se pode ser descartada a hipótese de múltiplos focos de origem”, “não se pode ser descartada a hipótese de causa pessoal” e “não podem ser descartadas as hipóteses de ação pessoal direta e ação pessoal indireta”.

O presidente da CPTrans, Thiago Damaceno, disse que “o laudo do perito contratado pela prefeitura de Petrópolis já apontava para um possível incêndio criminoso. Ainda não tivemos acesso ao laudo da Polícia Civil, mas já solicitamos que o mesmo seja disponibilizado. É preocupante que os indícios de crime sejam ainda mais fortes, depois da conclusão da perícia do Corpo de Bombeiros”, afirmou.




Fonte: Agência Brasil

Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9


A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (28) a parcela de julho do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. É a segunda parcela com o novo adicional de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos de idade.

Desde março, o Bolsa Família paga outro adicional, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos de idade. Dessa forma, o valor total do benefício poderá chegar a R$ 900 para quem cumpre os requisitos para receber os dois adicionais.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 684,17. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,9 milhões de famílias em julho, com gasto de R$ 14 bilhões.

Neste mês, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, 341 mil famílias foram canceladas do programa por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 300 mil famílias foram incluídas no programa em julho. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício. Desde março, mais de 1,3 milhão de famílias passaram a fazer parte do Bolsa Família.

Regra de proteção

Cerca de 2,2 milhões de famílias estão na regra de proteção em julho. Em vigor desde o mês passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 378,91. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, do total de famílias na regra de proteção, 1,46 milhão de famílias foram incluídas neste mês por causa da integração de dados do Bolsa Família com o CNIS.

Reestruturação

Desde o início do ano, o programa social voltou a chamar-se Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu o gasto de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, cerca de 3 milhões de indivíduos com inconsistências no cadastro tiveram o benefício cortado.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Calendário do Bolsa Família

Fonte : Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em agosto.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.




Fonte: Agência Brasil

Programa Cisternas será retomado, com investimento de R$ 562 milhões


O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome anunciou nesta quinta-feira (27) a retomada do Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas). Com acordos firmados e editais lançados, o investimento em 2023 será de mais de R$ 562 milhões, beneficiando 60 mil famílias.

Foram lançados dois editais para a contratação de cisternas de consumo e produção de alimentos no Semiárido e para a contratação de sistemas individuais e comunitários de acesso à água na Amazônia. Somadas, as chamadas públicas disponibilizarão R$ 500 milhões para a construção das tecnologias.

Também foi assinado um aditivo ao acordo de cooperação técnica (ACT) entre o MDS, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permite retomar a parceria para a construção de cisternas no Semiárido. A iniciativa também associa a implantação das tecnologias a repasses financeiros e assistência técnica às famílias de produtores agrícolas de baixa renda pelo Programa Fomento Rural. Serão investidos pelo governo federal R$ 46,44 milhões.

Além disso, foi homologado um acordo judicial entre o MDS e a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), que vai beneficiar 1.188 famílias e 216 escolas. Por meio do acordo, serão liberados R$ 16 milhões para a execução do Programa Cisternas atendendo famílias de baixa renda e garantindo o acesso a água de qualidade para consumo e produção de alimentos.

O modelo de execução do Programa Cisternas envolve a parceria do governo federal com entes públicos e organizações da sociedade civil, via convênios ou termos de colaboração. O processo de implementação, que envolve as atividades de mobilização social, capacitações e organização do processo construtivo, ocorre a partir da ação de entidades privadas sem fins lucrativos, credenciadas previamente e contratadas pelos parceiros do MDS.

O programa começou a ser executado em 2003, atuando fortemente no Semiárido brasileiro, depois expandiu-se para outras áreas do Nordeste e atualmente tem experiências em outros biomas, inclusive o Amazônico. Segundo o MDS, em 20 anos, mais de 1,14 milhão de cisternas foram construídas em todo o país, sendo que até 2016 foram entregues mais de 1 milhão de unidades.




Fonte: Agência Brasil

Brasil teve queda de 7,4% na produção científica entre 2022 e 2021


A produção brasileira de artigos científicos apresentou decréscimo de 7,4% em 2022, na comparação com ano anterior. Essa é a primeira queda na produção brasileira desde 1996, quando os dados começaram a ser tabulados. Dentre os países analisados, Brasil e Ucrânia foram os países que mais perderam produção científica na comparação 2022-2021.  

As informações são do relatório da Elsevier-Bori 2022: um ano de queda na produção científica para 23 países, inclusive o Brasil, divulgado esta semana pela Agência Bori.

A pesquisa analisou dados de 51 países que publicaram mais de 10 mil artigos científicos em 2021, e mostrou as variações acorridas em relação ao ano seguinte. Nessa comparação, 23 países experimentaram decréscimo no número de artigos publicados.

O resultado mostrou que 2022 se tornou o ano com a maior quantidade de países que perderam produção científica desde 1997. O recorde anterior ocorreu em 2002, quando 20 países observaram queda no número de artigos científicos publicados em relação ao ano anterior (2001).

Maiores quedas

Em 2022, as maiores quedas, de 7,4%, ocorreram no Brasil e na Ucrânia, país em guerra. Polônia e República Tcheca sofreram reduções acima de 5% no mesmo período.

No Brasil, cuja produção caiu de 80.499 artigos publicados em 2021, para 74.570, em 2022, a área mais afetada foi a de ciências agrárias, com redução de produção de 13,7%; seguida de ciências da natureza (-8,2%); ciências médicas (-6,8%), e engenharia e tecnologias (-6,2%).

As instituições brasileiras que apresentaram as maiores quedas de produção foram a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (reduções entre 15% e 20%); Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Viçosa, e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (quedas entre 10% e 15%).

Foram analisadas 35 instituições brasileiras que produziram, em 2021, mais de mil artigos. Dentre elas, apenas a Universidade Federal de Santa Maria registrou aumento na produção na comparação 2022-2021.

“A queda inédita da produção científica brasileira também acompanha os expressivos cortes orçamentários de recursos públicos para pesquisas dos últimos anos, o que precisa ser analisado em futuros documentos”, diz Estêvão Gamba, cientometrista e cientista de dados da Agência Bori.

Iraque, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e China registraram crescimentos superiores a 20% de 2021 para 2022. A alta na produção de artigos científicos da Índia foi de 19% e, com um total de 177.291 artigos publicados em 2022, superou o Reino Unido (com 167.852 artigos), ficando em 3º lugar no mundo entre os países que mais publicam artigos científicos.

O levantamento considerou apenas as publicações do tipo artigo científico, excluindo publicações editoriais, revisões, proceedings de conferências e outros tipos. A coleta de dados foi feita no início de julho de 2023. Os dados são da base Scopus/Elsevier e, para os cálculos, foi usada a ferramenta analítica SciVal/Elsevier.




Fonte: Agência Brasil

Ciências da Terra: ranking tem 36 pesquisadores que atuam no Brasil


Trinta e seis pesquisadores de ciências da Terra aparecem no ranking Research.com entre os melhores estudiosos no Brasil nessa disciplina, figurando também entre os melhores do mundo na área. A segunda edição do ranking é baseada em dados combinados de várias fontes de informações, como OpenAlex e CrossRef. A posição na lista é determinada pelo D-index (Discipline H-index) de cada cientista, que considera o número de artigos e a quantidade de citações para cada disciplina examinada.

Em primeiro lugar entre os melhores cientistas da Terra no Brasil aparece o indiano Mangalathayil Ali Abdul, pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com 12.381 citações e 383 publicações. No ranking mundial de ciências da Terra, ele ocupa a 734ª posição.

O segundo classificado nacional é o professor do Programa de Engenharia Nuclear do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Martinus T. van Genuchte, com 20.124 citações e 127 publicações. Está na 749ª classificação global.

Em mensagem à Agência Brasil, o professor Martinus T. van Genuchte, disse que se sente honrado por fazer parte do ranking. “Quero observar que muitos dos meus estudos datam de antes de 2008 e não estão necessariamente dentro das ciências da Terra. Ainda assim, gostei muito de ter sido escolhido como o segundo melhor cientista do Brasil”. Na avaliação do professor, o ranking “reconhece o importante trabalho que está sendo feito na Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], não apenas nas ciências da Terra, mas de forma mais geral nas ciências ambientais, agrícolas, hidrológicas e atmosféricas e engenharia”. “O Brasil – e nosso planeta em geral – precisa da nossa contribuição”, destacou.

Museu Nacional

Os 36 pesquisadores de destaque no Brasil na área de ciências da Terra incluem, na décima classificação, o diretor do Museu Nacional (MN) da UFRJ, paleontólogo Alexander Kellner. Em entrevista à Agência Brasil, Kellner disse que “estar nessa lista é muito bom”.

Ele acabou de ser admitido como membro estrangeiro na Academia de Ciências de Lisboa. “Estou muito feliz, porque é o reconhecimento de um país pelo trabalho que a gente faz. Estou muito feliz. Essas duas notícias foram muito boas.” Kellner disse que só conseguiu avançar em termos de carreira, tanto na homenagem prestada pela academia portuguesa, como no levantamento Research.com pelo trabalho que vem realizando com fósseis na Bacia do Araripe, no Ceará e, também, pelos cerca de 20 anos de pesquisas efetuadas na China com fósseis vertebrados, em especial répteis alados. Kellner voltará à China ainda este ano para dar seguimento às pesquisas e para conversar com pesquisadores chineses a respeito de doações de fósseis para o Brasil.

“[A divulgação de um ranking como o Research.com] demonstra, cada vez mais, que quando há, pelo menos, um pouco de investimento, a gente consegue se destacar. Eu vejo, certamente, com muita honra. Sou o paleontólogo mais bem colocado”, destacou. “Invista em ciência que o Brasil e os cientistas brasileiros conseguem avançar”, completou.

Apenas duas mulheres aparecem no ranking do Brasil em ciências da Terra. São elas Inês S. Batista, do Inpe, que ficou na sexta colocação; e Marly Babinski, da USP, que aparece em 31º lugar.

A relação dos pesquisadores top do Brasil em ciências da Terra inclui, no total, seis pesquisadores do Inpe, quatro da Universidade de Brasília (UnB), 12 da Universidade de São Paulo (USP), quatro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), dois da UFRJ, um da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), um da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dois da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), um da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e um da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Considerando todos os países, o ranking de cientistas da Terra é liderado por Christopher T. Russel e Dennis P. Lettenmaier, ambos da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, na primeira e segunda posições, respectivamente. Em terceiro lugar, aparece William L. Griffin, da Universidade Macquarie, Austrália.




Fonte: Agência Brasil

Fundação Palmares discute parcerias com a Universidade de Gana


O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), João Jorge Rodrigues, esteve nesta quinta-feira (27) na University of Ghana (Universidade de Gana) para conhecer programas de cooperação no campo da cultura, ciência e tecnologia. Também foram debatidas futuras parcerias entre a Fundação e a Universidade para programa de intercâmbio.

“Vamos construir um grande programa de intercâmbio de ciência, tecnologia e cultura com essa universidade, que é a mais importante de Gana e uma das mais importantes da África Ocidental. É um passo adiante importante da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura e do governo do presidente Lula”, diz João Jorge Rodrigues.

Localizada no subúrbio de Legon, em Acra, capital de Gana, a universidade é considerada uma das mais antigas e prestigiadas instituições de ensino superior do país e da região. O Brasil possui diversas iniciativas para cooperação educacional, acadêmica e técnica com países africanos.

Panafest

A Fundação Cultural Palmares, representando o Ministério da Cultura, também esteve presente no Festival Pan-Africano de Artes e Cultura (Panafest), em Gana. O evento, promovido a cada dois anos, busca estabelecer a verdade sobre a história do continente e a experiência de sua população, por meio das expressões artísticas e da cultura, além de afirmar a herança cultural comum dos povos africanos no mundo.

Criado em 1992 pela dramaturga ganesa e pan-africanista Efua Sutherland, o Panafest é um espaço de diálogo sobre a escravidão e o colonialismo e seus impactos na vida do povo africano.  A edição 2023 do festival, promovido nas cidades de Cape Coast e Elmina, tem como tema Reinvindicar a Família Africana: Confrontar o Passado para Enfrentar os Desafios do Século XXI.




Fonte: Agência Brasil